Renda do brasileiro cresce, mas desigualdade ainda persiste, aponta IBGE
O rendimento médio do brasileiro apresentou crescimento em 2025, atingindo o maior valor da série histórica, segundo Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) – Rendimento de todas as fontes, divulgada nesta sexta-feira, 8, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O rendimento médio mensal de todas as fontes chegou a R$ 3.367, alta de 5,4% em relação a 2024 (R$ 3.195). Trata-se do quarto ano consecutivo de expansão, consolidando a recuperação após as perdas registradas durante a pandemia de covid-19.
O avanço da renda do brasileiro foi acompanhado também pelo aumento do rendimento médio do trabalho (calculado para as pessoas de 14 anos ou mais de idade, ocupadas na semana de referência), que alcançou R$ 3.560, também recorde da série.
A pesquisa do IBGE apurou todas as formas de renda dos brasileiros, o que inclui dinheiro obtido com trabalho, aposentadoria, pensão, programas sociais, rendimento de aplicações financeiras, aluguéis e mesada, por exemplo.
Em 2025, o rendimento de todos os trabalhos respondeu por 75,1% da renda domiciliar per capita, enquanto 24,9% vieram de outras fontes, principalmente aposentadoria e pensão (16,4%).
O IBGE aponta que, em 2025, o Brasil tinha 212,7 milhões de pessoas residentes no País. Do total, 67,2% (143 milhões) possuíam algum tipo de rendimento.
Refletindo tanto a melhora do mercado de trabalho quanto a contribuição de outras fontes de renda, o rendimento médio mensal domiciliar per capita alcançou R$ 2.264, também o maior valor da série histórica da Pnad Contínua.
Renda aumenta, mas desigualdade segue elevada
Apesar da melhora dos rendimentos, o índice de Gini do rendimento do trabalho, que mede o grau de concentração de renda, foi de 0,491 em 2025, praticamente estável em relação a 2024 (0,487), indicando manutenção das disparidades.
Regionalmente, o Nordeste continua com o maior nível de desigualdade (0,507), enquanto o Sul apresenta o menor (0,445). O índice de Gini varia de 0 a 1, onde 0 representa igualdade perfeita e 1 indica desigualdade máxima.
As diferenças regionais também se refletem nos rendimentos. Enquanto o Nordeste registra os menores valores, com rendimento médio de todas as fontes de R$ 2.282 e renda per capita de cerca de R$ 1.470, o Centro-Oeste registra os maiores rendimentos médios do País, com R$ 4.052 e renda per capita acima de R$ 2.700.
Entre os 40% da população com menores rendimentos, a renda média foi de R$ 663 em 2025, o maior valor da série histórica, embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado.
Fonte: Portal Terra
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