ONG acusa Gilmar Mendes de “discurso de ódio’

A organização Transparência Internacional, reconhecida por sua atuação no combate à corrupção, reagiu com dureza às declarações do ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), contra o senador Alessandro Vieira, relator da CPI do Crime Organizado. Para a ONG, o comportamento do magistrado configura ‘discurso de ódio’ e evoca práticas típicas de ‘regimes ditatoriais’.

O episódio teve início após o indiciamento de Gilmar Mendes no relatório final da CPI do Crime Organizado. Durante sessão da Segunda Turma do STF, realizada na terça-feira, 14 de abril, o decano reagiu com fúria ao ser incluído no documento. O senador Alessandro Vieira acusou o ministro de tentar blindar outros dois integrantes da Corte envolvidos no escândalo do Banco Master — Alexandre de Moraes e Dias Toffoli — ambos também indiciados no relatório.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, igualmente consta na lista de indiciados, acusado de omissão na investigação dos magistrados. Conforme o relatório, tanto a PGR quanto os ministros teriam cometido crimes de responsabilidade, passíveis de impeachment.


Gilmar aciona a PGR contra o senador


Além das críticas públicas direcionadas a Alessandro Vieira, Gilmar Mendes acionou a Procuradoria-Geral da República nesta quarta-feira, 15, pedindo que o senador seja investigado. O decano alega que o parlamentar teria agido com desvio de finalidade ao incluir os ministros no relatório da CPI, o que classificou como “grave arbitrariedade”.

Em resposta, o senador Alessandro Vieira afirmou: “Ameaças não vão mudar o curso da história”.

Com informações da Reuters

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