Aposentados com empréstimo consignado do Banco Master podem ter valores devolvidos

O presidente do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), Gilberto Waller, declarou nesta sexta-feira que aposentados e pensionistas que contrataram empréstimos consignados com o Banco Master poderão ter os valores devolvidos, caso a instituição não consiga comprovar a idoneidade dos contratos. A medida ocorre após irregularidades identificadas pelo órgão em contratos firmados pelo banco, que bloqueou os repasses em setembro de 2025.

Irregularidades e bloqueios nos empréstimos consignados

Segundo Waller, o INSS constatou uma série de irregularidades nos contratos do Banco Master, o que levou à suspensão de novas operações de empréstimo consignado pelo banco ainda em setembro do ano passado. “Pela quantidade de reclamações e irregularidades, decidimos não renovar e proibir o banco de fazer novos empréstimos para aposentados e pensionistas”, afirmou o presidente do INSS em entrevista à GloboNews.

O banco chegou a conceder cerca de 254 mil empréstimos, totalizando mais de R$ 2 bilhões em créditos com parcelas descontadas diretamente nos benefícios previdenciários. Esses valores foram retidos pelo INSS, que adotou a medida como precaução.

Contratos suspeitos e irregularidades detectadas

Waller explicou que, após solicitar as cópias dos contratos, o INSS encontrou problemas como falta de clareza, ausência de taxa de juros e custos efetivos estabelecidos. Além disso, foi observada a utilização de assinaturas eletrônicas sem o QR Code necessário para verificar a autenticidade do consentimento do segurado. “Quando recebemos os contratos, ficamos surpresos com a qualidade e a conformidade deles com a nossa instrução normativa”, destacou.

Por conta dessas falhas, o INSS decidiu não liberar os recursos retidos até que a autenticidade das assinaturas seja comprovada. “Falamos que o dinheiro não será liberado até a confirmação de que as assinaturas pertencem aos aposentados e pensionistas”, afirmou Waller.

Perspectivas e próximos passos

Waller informou que uma reunião com o liquidante do Banco Master está agendada para a próxima semana, na qual será estabelecido um prazo para a apresentação da documentação necessária. O órgão também reforçou que, enquanto não houver comprovação da autenticidade, os valores permanecem bloqueados nos cofres públicos.

Ele garantiu que, caso não seja possível validar as assinaturas, o INSS irá cancelar os contratos e devolver os valores aos aposentados e pensionistas prejudicados. “Se não houver comprovação, o valor será devolvido ao segurado”, afirmou.

Para mais informações, acesse a matéria completa no site do Globo.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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