Toffoli indica peritos da PF para análise de provas no caso Master
A decisão do ministro Ricardo Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), de indicar peritos da Polícia Federal (PF) para análise de provas no caso Master gerou preocupação entre os peritos criminais federais. A Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) afirmou, nesta quinta-feira, que há riscos operacionais e técnicos que podem levar à perda de vestígios relevantes para a investigação.
Decisão de Toffoli e suas implicações
Nesta semana, Toffoli proferiu uma nova decisão que nomeou quatro peritos que terão acesso ao material apreendido relacionados ao caso. “Ressalto que os referidos peritos terão livre acesso ao material apreendido e deverão contar com o apoio da Procuradoria-Geral da República para acompanhamento dos trabalhos periciais”, determinou o ministro. A medida visa garantir uma análise técnica por especialistas indicados pelo próprio STF.
Conflito com a PGR e desvios na autorização
A decisão de Toffoli não atendeu a um pedido expresso da Procuradoria-Geral da República (PGR), que havia solicitado apenas a vista do material, ou seja, o direito de examinar as provas. Segundo fontes próximas às investigações, o órgão desejava apenas acompanhar o procedimento, sem ficar com o acervo. No entanto, o ministro entendeu que seria melhor manter o material sob a tutela do Ministério Público, o que gerou criticas de especialistas.
Riscos de perdas e prejuízos às investigações
A APCF alertou que a decisão pode ocasionar riscos operacionais e técnicos que comprometem a preservação dos vestígios, essenciais para garantir a integridade das provas. “Estamos preocupados com a possibilidade de perdas de elementos relevantes ao andamento das investigações”, afirmou a entidade em nota oficial.
Operações recentes e o caso do Banco Master
A segunda fase da Operação Compliance Zero foi realizada na quarta-feira, sob determinação de Toffoli. O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi alvo de um mandado de busca e apreensão. Vorcaro chegou a ser preso na primeira fase, ocorrida em novembro, mas foi libertado logo após.
As ações ocorrem em meio a investigações que envolvem financiamento irregular e supostos crimes relacionados à operação. A decisão de indicar peritos visa aprofundar a análise das provas, mas levanta questionamentos sobre os procedimentos e garantias de preservação do material
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Para mais detalhes, acesse a fonte na reportagem do Globo.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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