Banco Central decreta liquidação da Reag Investimentos, maior gestora independente do Brasil

O Banco Central anunciou nesta semana a liquidação da Reag Investimentos, uma das maiores gestoras independentes do país, após suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master. A medida encerra formalmente a operação da empresa no mercado financeiro, obrigando os fundos de investimento administrados por ela a serem transferidos para outras instituições habilitadas.

Histórico e atuação da Reag no mercado de investimentos

A Reag foi fundada em 2012 pelo empresário João Carlos Mansur como uma administradora de recursos e, em 2019, obteve autorização do Banco Central para atuar como instituição financeira por meio da Reag Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM). Com isso, passou a intermediar ativos como ações e debêntures, além de atuar como gestora, custodiante, distribuidora de produtos financeiros e responsável pela gestão de fundos.

Responsabilidades na administração de fundos

Na função de administradora, a Reag cuidava de toda a governança dos fundos, incluindo contratação de gestores e auditores, gestão de contabilidade, fluxo de caixa, escrituração de cotas e representação legal dos fundos perante órgãos reguladores como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Atuação como gestora de recursos

Como gestora, a empresa buscava profissionais especializados para administrar os recursos de clientes em diversos tipos de fundos, incluindo de ações, imobiliários, de participações em empresas e títulos de dívida. A Reag chegou a ser a maior gestora independente do Brasil, administrando um patrimônio de cerca de R$ 350 bilhões, até sua liquidação.

Impacto no mercado de fundos de investimento

Durante sua trajetória, a Reag destacou-se também na gestão de Fundos de Investimento em Participações (FIP), Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) e fundos multimercados. Chegou a ocupar a segunda posição entre as maiores gestoras de FIP no país, contribuindo significativamente para o mercado de capitais brasileiro.

Fim das operações e próximos passos

Segundo o Banco Central, a liquidação da Reag deve impactar fundos administrados por ela, que precisarão ser transferidos para instituições habilitadas. Os cotistas serão devidamente informados sobre o processo de transferência, garantindo a continuidade das operações sem prejuízo aos investidores.

Para entender melhor como funciona a liquidação de uma gestora de recursos, leia a matéria completa no link oficial.

Consequências e cenário futuro

A liquidação da Reag reforça a atuação do Banco Central na fiscalização e na garantia da transparência no mercado financeiro. Com a transferência dos fundos, há expectativas de fortalecimento da regulação e de maior segurança para os investidores, além de uma possível reestruturação no setor de gestão de recursos independentes no Brasil.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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