Dólar sobe enquanto Brasil reflete sobre cenário externo e interno

A sessão desta quinta-feira (15) começou com o mercado financeiro atento a uma combinação de eventos internos e externos. No Brasil, investigações envolvendo o sistema financeiro, especialmente a liquidação extrajudicial de uma corretora, marcaram o início das operações, enquanto no exterior, indicadores econômicos norte-americanos ganharam destaque.

Fatores internos e o impacto no dólar

No cenário doméstico, o Banco Central anunciou a liquidação extrajudicial da Reag Investimentos, atualmente CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A, sediada em São Paulo. A medida ocorreu após a deflagração da segunda fase da operação Compliance Zero, e o fundador da Reag, João Carlos Mansur, foi alvo de mandados de busca e apreensão.

Segundo analistas, esses acontecimentos elevam a incerteza no mercado local, influenciando a valorização ou desvalorização do dólar. Os investidores também monitoram o desempenho do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, que às 10h registra alta de 1,09% na semana, acumulando ganhos de 2,50% no mês e no ano.

Cenário externo e indicadores econômicos dos EUA

Nos Estados Unidos, o foco do mercado está na divulgação do pedido semanal de auxílio-desemprego. A expectativa é de aumento, chegando a 215 mil solicitações, ante 208 mil na semana anterior. Além disso, os dados revelaram que as vendas no varejo cresceram 0,6% em novembro, superando as projeções de aumento de 0,4%, impulsionadas principalmente por famílias de renda mais alta.

Inflação e política monetária

O índice de preços ao produtor nos EUA subiu 0,2% em novembro, indicando uma pressão inflacionária moderada, com alta de 3,0% em relação ao mesmo período do ano passado, acima dos 2,8% de outubro. O Livro Bege do Federal Reserve mostrou atividade econômica ligeiramente otimista, sem mudanças significativas na estabilidade do emprego. A expectativa do mercado é de que as taxas de juros americanas permaneçam inalteradas na reunião deste mês.

Reação dos mercados globais

Nos Estados Unidos, os principais índices de Wall Street encerraram o dia em baixa, refletindo a cautela dos investidores frente a balanços corporativos e dados econômicos. O Nasdaq liderou as perdas, caindo 0,96%, seguido pelo S&P 500 (-0,53%) e o Dow Jones (-0,07%).

Europa também apresentou desempenho misto, com o STOXX 600 alcançando alta de 0,12%, enquanto Frankfurt recuou 0,50%. As bolsas asiáticas fecharam em queda na China, após reguladores aumentarem exigências de margem, e em alta no Japão, impulsionadas pelo otimismo com inteligência artificial.

O movimento global refletem a atenção do mercado às expectativas sobre a política monetária, cenário geopolítico e indicadores de crescimento, destacando a complexidade do cenário econômico atual.

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Com informações do Jornal Diário do Povo

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