Agibank protocolou IPO na Bolsa de Nova York

O Agibank apresentou nesta quarta-feira (14) um pedido para realizar uma oferta pública inicial de ações (IPO) na Bolsa de Nova York (NYSE). A operação, que envolverá distribuição primária e secundária, foi protocolada junto à Securities and Exchange Commission (SEC), órgão regulador do mercado de capitais dos Estados Unidos.

Estruturação e objetivos do IPO do Agibank

O processo será conduzido por bancos de destaque como Goldman Sachs, Morgan Stanley e Citigroup, além de outros participantes, incluindo Bradesco BBI, BTG Pactual, Itaú BBA, Santander, Société Générale, XP Investimentos e Oppenheimer & Co. Segundo o documento, o Agibank pretende usar os recursos obtidos na operação para “propósitos corporativos gerais”, podendo destinar parte do capital para a aquisição ou investimento em novos negócios, produtos, serviços ou tecnologias, embora sem compromissos neste momento.

Histórico e perfil do Agibank

Fundado em 1999 por Marciano Testa, então estudante universitário, o banco digital nasceu com o objetivo de ampliar o acesso ao crédito no Brasil. Hoje, o Agibank conta com cerca de 6,4 milhões de clientes ativos, uma carteira de crédito de R$ 34 bilhões e lucro líquido de R$ 875 milhões no acumulado até setembro de 2025, segundo balanço divulgado em seu site de relações com investidores. A instituição possui uma equipe de 5.030 funcionários, aumento de 330 profissionais em relação ao final de 2024.

Valorizações e composição acionária

O banco tem como principais acionistas as gestoras brasileiras Vinci Compass e Lumina Capital Management. A Lumina, presidida por Daniel Goldberg, ex-presidente do Morgan Stanley no Brasil e ex-integrante do conselho do Nubank, reforça o protagonismo do setor financeiro na lista de empresas brasileiras que buscaram abertura de capital nos Estados Unidos, que já inclui Nubank, XP, Inter, PagBank e StoneCo.

Perspectivas e tendências

Com sua proposta de IPO, o Agibank reforça o movimento de bancos digitais brasileiros que buscam ampliar sua presença no mercado internacional. A solicitação foi feita pela holding AGI Inc., e as ações deverão ser negociadas sob o código AGBK, destacando-se no cenário de empresas do setor financeiro que continuam a atrair investidores globais.

Detalhes adicionais e o impacto dessa movimentação no mercado financeiro nacional ainda serão acompanhados à medida que a oferta avançar na NYSE. A expectativa é de que a operação contribua para o fortalecimento do banco e para o crescimento do setor financeiro digital no Brasil.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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