João Carlos Mansur é investigado na operação contra fraudes no Banco Master

João Carlos Mansur, fundador e ex-executivo da Reag Investimentos, está entre os investigados na segunda fase da Operação Compliance Zero. A ação, deflagrada pela Polícia Federal nesta quarta-feira (14), apura um suposto esquema de fraudes financeiras ligado ao Banco Master, com buscas em endereços ligados ao empresário e ao dono do banco, Daniel Vorcaro.

Detalhes da operação e bloqueio de bens

Durante as ações, a Polícia Federal apreendeu bens de alto valor, incluindo veículos de luxo e relógios, além de R$ 97,3 mil em dinheiro vivo. A decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou 42 mandados de busca e o sequestro de bens e valores que ultrapassam R$ 5,7 bilhões. As buscas foram realizadas em São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.

Envolvimento de figuras empresariais e histórico de polêmicas

Além de Mansur, o empresário Nelson Tanure também é alvo da investigação. Segundo a Polícia Federal, há indícios de captação de recursos, aplicação em fundos de investimento e desvios ao patrimônio de Vorcaro e seus familiares. O celular do dono do Banco Master foi apreendido na operação.

João Carlos Mansur, que possui formação em ciências contábeis e mais de 35 anos de experiência no setor financeiro, renunciou ao cargo na Reag Investimentos em setembro de 2024, após a empresa ser vinculada a uma megaoperação contra o Primeiro Comando da Capital (PCC). Na ocasião, as investigações apontaram irregularidades na produção e distribuição de combustíveis, além de um esquema bilionário de fraudes e lavagem de dinheiro envolvendo fintechs e fundos de investimentos.

Carreira e experiência de Mansur

Fundador da Reag Investimentos em 2012, Mansur é conselheiro independente autorizado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Com experiência em auditoria, controladoria, gestão financeira e desenvolvimento de negócios, estruturou mais de 200 fundos de investimento, incluindo fundos imobiliários, de participação e de direitos creditórios. Atuou em empresas como PwC, Monsanto, Tishman Speyer e WTorre Arenas, contribuindo também na criação do estádio Allianz Parque.

Contexto da operação e desdobramentos

A operação desta quarta-feira teve como objetivo interromper possíveis desvios de recursos relacionados a fraudes que, segundo as investigações, teriam sucedido por anos. Além das apreensões, as autoridades encontraram dinheiro em espécie e diversos bens de valor alto ligados aos envolvidos.

Para entender os riscos e os detalhes do caso, consulte a matéria completa no G1.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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