Serviços no Brasil caem 0,1% em novembro após nove meses de crescimento
O volume de serviços oferecidos no Brasil caiu 0,1% em novembro, marcando o primeiro resultado negativo após nove meses de altas consecutivas, que somaram 3,8%. A análise é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta terça-feira, e veio abaixo das expectativas de analistas, que previam estabilidade ou leve alta de 0,1%, segundo a mediana das projeções coletadas pelo Valor Data.
Fatores que influenciaram a retração dos serviços em novembro
A queda foi puxada principalmente pela redução na receita do transporte aéreo, que pressionou o setor de transportes, recuando 1,4% na comparação mensal. Das cinco atividades analisadas, todas tiveram variações negativas, incluindo os serviços de informação e comunicação (-0,7%).
Por outro lado, os segmentos de profissionais e administrativos (1,3%) e os outros serviços (0,5%) apresentaram crescimento. Os serviços prestados às famílias ficaram estáveis. Segundo Rodrigo Lobo, gerente da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE, o resultado reflete uma manutenção do setor em patamares elevados, apesar do recuo: “No mês anterior, o setor tinha alcançado o topo de sua série histórica, iniciada em janeiro de 2011. Para novembro, há um equilíbrio entre taxas negativas e positivas”.
Dados de crescimento continuam sólidos, mas com sinais de desaceleração
Claudia Moreno, economista do C6 Bank, destaca que, mesmo com o recuo em novembro, o setor de serviços permanece robusto, ajudando a sustentar o crescimento da economia brasileira em 2025, impulsionado por medidas do governo, como estímulos ao crédito e aumento de gastos públicos.
“Apesar do bom desempenho do setor ao longo do ano, os dados de atividade indicam que a economia brasileira perdeu fôlego em relação a 2024, encerrando 2025 com crescimento de 2,2%. A desaceleração reflete juros mais altos, que limitam o consumo e desestimulam investimentos”, afirmou Moreno, acrescentando que essa tendência de desaceleração deve persistir de forma gradual em 2026, sem grandes quedas na atividade econômica.
Perspectivas para juros e ciclo de cortes
Moreno explica que os resultados de novembro não alteram a previsão de início do ciclo de cortes na taxa de juros, que deve ocorrer após a reunião do Copom em março, com a taxa Selic mantida em 15% até lá, na avaliação de analistas.
O momento econômico sugere que a desaceleração do setor de serviços, embora moderada, deve continuar, influenciando o cenário macroeconômico para os próximos meses. Para mais detalhes, acesse o artigo completo.
Com informações do Jornal Diário do Povo
Share this content:










Publicar comentário