Austrália proíbe redes sociais para menores de 14 anos e promove mudanças na rotina de famílias brasileiras
Em 10 de dezembro do ano passado, o governo australiano estabeleceu uma proibição que impede adolescentes de até 14 anos de acessarem dez plataformas sociais, como Facebook, Instagram, TikTok, X e YouTube. A medida busca proteger a saúde mental e o bem-estar dos jovens no país.
Impacto na rotina das famílias brasileiras na Austrália
A brasileira Maria Heneghan, de 52 anos, que reside na Gold Coast há 12 anos, relata as mudanças que a restrição trouxe na vida de seus filhos, Zavhinia Mary, de 10 anos, e Michael Gabriel, de 12. Ela explica que, antes da lei, eles tinham contas no TikTok e em jogos online, mas que, após a implementação da medida, enfrentaram resistência no começo.
Mudanças nos hábitos das crianças
“Logo após a restrição ser imposta, ficaram tristes, mas depois aceitaram e agora estão bem”, conta Maria. Ela observa que os filhos estão vivendo uma infância mais saudável, brincando mais na rua, praticando esportes como vôlei, futebol e capoeira, além de tocar violino. Ela ressalta que as crianças estão mais dispostas, energizadas e envolvidas com atividades físicas.
Relacionamento e estudos
Maria também nota melhorias na convivência em casa. “Eles conversam mais comigo, brincam com os pets, saem para pescar e estão mais interessados nos estudos”, diz. Ela afirma que as notas dos filhos melhoraram e que agora eles usam a internet principalmente para estudos, jogos e para aprender português, sem a dependência que tinham antes das redes sociais.
Desafios na adaptação de famílias brasileiras
A cabeleireira Vera Lúcia Moreira, de 50 anos, que vive na região de Central Coast, responsável por cuidar da filha Theodora Alexandra, de 9 anos, compartilha a dificuldade inicial ao adaptar a filha à proibição. “No começo, foi bem difícil, ela era totalmente dependente das redes sociais — fazia vídeos, postava fotos, compartilhava tudo”, afirma Vera.
Segundo ela, os primeiros dias foram os mais complicados, principalmente porque deixou a filha no Brasil por dois anos ao emigrar para a Austrália, e o apego às redes sociais se intensificou na chegada à nova cultura. “Ela tinha um celular desde os oito anos e, por não falar bem inglês, se apegou ainda mais às redes aqui”, relata Vera.
Depois da implementação da restrição, Vera se sentiu aliviada, pois percebe melhorias no inglês da filha e na rotina diária dela.
Benefícios percebidos após a restrição
Vera conta que Theodora agora brinca mais, pula corda, participa de brincadeiras tradicionais e se diverte com atividades ao ar livre. “Ela descobriu que o celular não é tudo”, acrescenta. Vera destaca ainda que a filha dorme melhor, está mais disposta e demonstrando maior interesse pelos estudos.
Perspectivas de uma infância mais equilibrada
As experiências de mães brasileiras na Austrália ilustram um comportamento mais consciente em relação ao uso de redes sociais por crianças. As famílias relatam que, embora as crianças não tenham deixado de usar a internet, aprenderam a direcionar a atenção para atividades mais saudáveis e educativas, promovendo uma rotina mais equilibrada e focada no desenvolvimento.
Para mais detalhes sobre as mudanças na rotina de brasileiros na Austrália após a restrição às redes sociais, acesse o artigo completo.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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