Acordo entre Mercosul e União Europeia deve impulsionar investimentos brasileiros

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MIDC), Geraldo Alckmin, afirmou nesta sexta-feira (9/1) que a assinatura do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia deve impulsionar os investimentos no Brasil e em outros países do bloco. Segundo ele, o marco é um “ganha-ganha”, pois fortalece o multilateralismo e oferece produtos mais baratos e de melhor qualidade ao mercado brasileiro.

Impacto no comércio e investimentos

De acordo com Alckmin, cerca de 30% dos exportadores brasileiros enviam seus produtos para a União Europeia, que é o segundo maior parceiro comercial do País, atrás apenas da China. O ministro destacou que a assinatura do acordo deve ocorrer nos próximos dias no Paraguai e que sua entrada em vigor está prevista para 2026.

Em nota, o MIDC afirmou que o acordo irá integrar dois dos maiores blocos econômicos do mundo, com cerca de 720 milhões de consumidores e Produto Interno Bruto (PIB) superior a US$ 22 trilhões. “Trata-se do maior acordo comercial negociado pelo Mercosul e um dos maiores entre a União Europeia e seus parceiros”, reforçou o ministério.

Repercussões e desafios do acordo

Questionado sobre as relações com os Estados Unidos, Alckmin avaliou que o acordo pode facilitar negociações bilaterais no combate às tarifas comerciais, ampliando a capacidade do Brasil de negociar condições mais favoráveis com o governo americano.

Entenda o acordo entre Mercosul e UE

A União Europeia assinou nesta sexta-feira o tratado de cooperação e comércio após mais de duas décadas de negociações. O documento, aprovado pelo Conselho da União Europeia por maioria qualificada, define regras para o comércio, a cooperação política e a facilitação das relações econômicas entre os blocos.

O tratado abrange um mercado potencial de mais de 700 milhões de consumidores e prevê a redução gradual ou eliminação de tarifas sobre uma grande variedade de bens e serviços, ampliando o intercâmbio comercial entre a Europa e os países do Mercosul.

Apesar do avanço político, o acordo ainda enfrenta resistência de setores dentro do bloco europeu. Países como França e Polônia têm alertado para riscos aos produtores rurais e questionado o cumprimento de normas ambientais, o que mantém o processo complexo em algumas nações.

O acordo representa um importante passo na relação econômica entre os dois blocos, com potencial de estimular o crescimento e fortalecer a presença brasileira no mercado global.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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