Comissão Europeia aprova acordo com Mercosul e provoca protests na Europa

A Comissão Europeia aprovou provisoriamente nesta sexta-feira (9) o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, levando a protestos de agricultores na França, Polônia e Bélgica. Compradores de diversos países europeus temem que a chegada de produtos sul-americanos prejudique a agricultura local, especialmente devido às regras menos rígidas de produção no Mercosul.

Aprovação e reações na Europa

Apesar de França, Polônia e Bélgica terem votado contra o acordo, a maioria necessária foi obtida para sua aprovação na União Europeia. Agricultores desses países manifestaram seu descontentamento nas ruas: em Paris, tratores bloquearam entradas na cidade, enquanto na Polônia cerca de mil agricultores marcharam pelo centro de Varsóvia. Segundo a agência Reuters, produtores belgas também estão realizando protestos nas estradas do país.

Janusz Sampolski, agricultor polonês, afirmou à AFP: “Isso vai matar a agricultura na Polônia. Vamos depender das cadeias de abastecimento de outros países”, demonstrando o temor de perder a autonomia de produção frente à entrada de alimentos do Mercosul.

Motivações dos protestos e preocupações dos agricultores

De acordo com especialistas, o principal receio é a competição desleal gerada pela entrada de produtos como carne, arroz, mel e soja vindos da América do Sul. Os representantes do setor agrícola argumentam que os produtos do Mercosul seguem regras de produção menos rígidas, o que os torna mais competitivos no mercado europeu.

Implicações para o agronegócio brasileiro

O acordo deve facilitar a exportação de vinhos, chocolates e outros produtos brasileiros, além de potencialmente reduzir preços dessas mercadorias na Europa. No entanto, o impacto sobre a agricultura local e a defesa de produtos de origem europeia alimentam a resistência dos agricultores contrários ao tratado.

Próximos passos e perspectivas

A aprovação provisória ainda depende de ratificação formal pelos países membros da União Europeia. Enquanto isso, manifestações e debates continuam intensos, refletindo a polarização entre interesses comerciais e a proteção do setor agrícola europeu.

Para conhecer mais detalhes sobre os efeitos do acordo no agronegócio brasileiro, acesse a matéria no g1.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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