Glencore e Rio Tinto negociam fusão de US$ 207 bilhões para criar líder global

A Glencore anunciou nesta terça-feira (8) que está em conversas com a Rio Tinto sobre uma possível fusão, que poderia resultar na criação da maior empresa de mineração global, avaliada em US$ 207 bilhões. As negociações, que ocorrem após fracassos anteriores em 2024, ainda são preliminares e podem não se concretizar. A operação, caso seja concluída, envolveria uma transação totalmente em ações, na qual a Rio Tinto adquirirá a Glencore.

Impacto no mercado e atualizações

Após o anúncio, os ADRs (American Depositary Receipts) da Glencore subiram até 9%, enquanto os da Rio Tinto caíram até 3,9% nas negociações nos Estados Unidos. A confirmação das conversas veio de ambas as companhias, que indicaram que um novo anúncio será feito quando houver avanço nas negociações.

Contexto do setor de mineração e estratégias

As negociações ocorrem em meio a uma onda de fusões e aquisições no setor, impulsionada pela busca das principais mineradoras por maior exposição ao cobre. Este metal, essencial para a transição energética, tem sido negociado próximo de máximas históricas, impulsionado por interrupções na produção e estratégias de estocagem nos EUA, diante de possíveis tarifas do governo Trump.

Fusões recentes e cenário atual

O setor vem passando por consolidamentos, com a fusão entre Teck Resources e Anglo American ocorrida no ano passado, além das tentativas do grupo BHP de adquirir a Anglo. Essas movimentações refletem uma estratégia de fortalecimento frente às mudanças de demanda e perspectiva de escassez de novos recursos minerais.

Ainda que a Glencore e a Rio Tinto sejam proprietárias de algumas das melhores minas de cobre do mundo, ambas continuam dependentes de outros commodities — como o minério de ferro — que enfrentam períodos de fraqueza, especialmente após o fim do boom da construção na China.

Recentemente, a Glencore anunciou planos de quase duplicar sua produção de cobre na próxima década. A companhia reforça sua aposta na mineralogia, ao mesmo tempo em que é uma das maiores exportadoras mundiais de carvão, tendo saído deste mercado há anos, além de explorar níquel, zinco e operar um extenso negócio de trading.

Perspectivas futuras e estratégia das empresas

O atual CEO da Rio, Simon Trott, tem focado em cortar custos e simplificar as operações, além de buscar ampliar as aquisições para fortalecer a posição da companhia no mercado de cobre, considerado estratégico para o futuro energético do mundo. A entrada da Glencore na estratégia de fusão reforça esse movimento de consolidamento no setor.

Ivan Glasenberg, ex-CEO da Glencore, que liderou tentativas anteriores de fusão com a Rio em 2014, ainda possui cerca de 10% da empresa e acompanha de perto as negociações atuais. As movimentações indicam uma tentativa de consolidar as posições das duas companhias frente às transformações globais do mercado de mineração.

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Com informações do Jornal Diário do Povo

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