China deve aprovar importação de chips Nvidia H200 com restrições

A China planeja aprovar a importação dos chips H200 da Nvidia já a partir deste trimestre, segundo fontes internas anônimas, marcando uma reversão em sua postura de restrições ao principal fabricante de aceleradores de IA. A medida, no entanto, inclui restrições ao uso em setores militares e infraestruturas sensíveis, devido a preocupações de segurança nacional.

Restrição e possibilidades de uso do chip H200 na China

Embora a expectativa seja de liberação, o chip H200 será proibido para uso militar, em agências governamentais sensíveis, infraestruturas críticas e empresas estatais, conforme autoridades chinesas. Segundo as fontes, pedidos de empresas privadas serão analisados caso a caso, refletindo as políticas de segurança do governo chinês. China tem adotado medidas similares a restrições impostas a produtos estrangeiros, como dispositivos da Apple e chips da Micron Technology.

Importância do mercado chinês para a Nvidia e o cenário atual

A China é o maior mercado mundial de semicondutores, e a venda do chip H200 representa uma vitória significativa para a Nvidia, cuja participação de mercado no país caiu drasticamente desde 2022, devido ao bloqueio imposto pelos EUA. Jensen Huang, CEO da Nvidia, afirmou que apenas o segmento de chips para IA pode gerar até US$ 50 bilhões nos próximos anos. Mesmo com restrições, a demanda chinesa por seus produtos continua forte, com empresas como Alibaba e ByteDance mostrando interesse em adquirir mais de 200 mil unidades do H200.

Situação regulatória e restrições internacionais

O chip H200, parte da geração Hopper, foi autorizado para exportação pelos EUA em 2023, incluindo uma sobretaxa de 25% na China, mas a sua venda direta ainda enfrenta forte debate na China e nos Estados Unidos. Enquanto as autoridades norte-americanas avaliam detalhes finais de uma possível liberação, a Nvidia exige pagamento antecipado total de clientes chineses, uma estratégia para evitar riscos ligados à incerteza regulatória.

Impactos e perspectivas de mercado

Apesar das dificuldades, a Nvidia prevê superar a marca de meio trilhão de dólares em receita até o fim de 2026 com seus produtos de IA, incluindo os chips mais antigos. Além disso, rivais locais como Huawei e Cambricon avançam em tecnologia para preencher o vazio deixado pela Nvidia, que enfrenta restrições globais. A China, por sua vez, reforça seus esforços por autossuficiência, preparando incentivos de até US$ 70 bilhões para ampliar sua produção de chips.

Interesses das gigantes chinesas e o futuro do setor

Empresas como Alibaba e ByteDance já demonstraram interesse em adquirir o H200, buscando acelerar o desenvolvimento de modelos de IA em sua competitiva corrida tecnológica contra rivais internacionais. O governo chinês ainda avalia quais segmentos serão considerados infraestrutura crítica, incluindo possíveis aplicações em redes militares, governamentais e privadas.

Executivos na CES 2026, maior feira de eletrônicos do mundo, relataram um forte desejo de mercado na China pelo H200, mesmo sem uma confirmação oficial de aprovação por parte de Pequim. As empresas chinesas continuam investindo no setor, com a Huawei e a SMIC aprimorando suas tecnologias locais de fabricação de chips, enquanto a Nvidia mantém sua liderança global em aceleradores de IA.

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Com informações do Jornal Diário do Povo

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