Justiça reforça controle sobre uso de hormônios por produtores de leite em MG

De acordo com a sentença divulgada nesta segunda-feira (8), ficou comprovado no processo que substâncias hormonais são comercializadas com baixa fiscalização e frequentemente aplicadas de forma rotineira e sem acompanhamento veterinário por produtores de leite em Minas Gerais. A decisão fortalece o controle e regulações sobre o uso de hormônios no setor leiteiro.

Aplicações irregulares e uso off-label

A sentença evidencia que, muitas vezes, os produtores aplicam hormônios de forma indiscriminada, prática conhecida como uso off-label, que consiste na administração de medicamentos fora das indicações aprovadas pelos órgãos reguladores. Essas ações aumentam o risco à saúde animal e podem influenciar a qualidade do leite.

“Ficou claro que há uma prática recorrente de uso de substâncias sem fiscalização adequada, o que prejudica a saúde pública e animal”, afirmou o juiz responsável pelo caso. Segundo especialistas, essa prática também favorece o desenvolvimento de resistência a hormônios e possíveis efeitos adversos.

Consequências e fiscalização reforçada

Com a decisão, espera-se um aumento na fiscalização sobre a comercialização e aplicação de hormônios no setor. Além disso, a sentença serve de alerta para as autoridades sanitárias e órgãos reguladores que atuam na fiscalização de produtos veterinários.

Segundo a reportagem do G1, o Ministério da Agricultura anunciou que irá intensificar as ações de fiscalização e estabelecer regras mais rígidas para combater a prática irregular no setor leiteiro.

Impactos no setor leiteiro e saúde pública

Especialistas alertam que o controle mais rigoroso pode impactar positivamente a qualidade do leite e a saúde dos consumidores. “Quando há fiscalização efetiva, diminui-se o uso abusivo de hormônios e garante-se a segurança do produto final”, explicou a veterinária Ana Paula Machado.

O resultado esperado é uma melhora na imagem do setor e maior garantia de produtos de origem mais confiável para os consumidores.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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