Indústria registra estabilidade em novembro, mas mantém crescimento de 2,4% desde 2020

A produção industrial brasileira não varou em novembro de 2025, registrando zero de variação em relação ao mês anterior, segundo dados do IBGE. Apesar da estabilidade, o setor segue 2,4% acima do nível de fevereiro de 2020, antes da pandemia. Contudo, acumula baixa de 1,2% na comparação com novembro de 2024, indicando regressão recente.

Dados do desempenho industrial em 2025

Segundo a Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada nesta quinta-feira (8), o setor apresentou crescimento de 0,6% no acumulado do ano e de 0,7% nos últimos 12 meses, demonstrando ritmo de crescimento ainda positivo, embora em desaceleração.

Apesar do resultado global, a análise por segmentos mostrou que duas das quatro principais categorias econômicas e 15 dos 25 ramos industriais tiveram redução em novembro ante outubro. A maior influência negativa veio das indústrias extrativas, que recuaram 2,6%, conforme o IBGE.

Impacto da queda na indústria extrativa

De acordo com André Macedo, gerente da pesquisa, a retração na indústria extrativa foi influenciada pela menor produção de óleos brutos de petróleo, gás natural e minérios de ferro. “A retração eliminou parte do avanço de 3,5% verificado em outubro, quando houve a interrupção de dois meses consecutivos de queda na fabricação”, explicou Macedo.

Perspectivas e contexto

Apesar da retração de novembro, a indústria mantém uma trajetória de recuperação desde o patamar mais baixo registrado durante a crise sanitária, refletindo uma retomada gradual da atividade econômica. No entanto, o setor ainda permanece distante do recorde de maio de 2011, quando atingiu seu nível mais elevado.

Especialistas apontam que fatores internacionais, como os preços do petróleo e a demanda global, influenciam as decisões de produção no Brasil. Além disso, a recuperação econômica mais consistente depende da estabilidade política e de políticas de estímulo ao setor industrial.

Para mais detalhes, consulte a nota completa do IBGE.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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