Polícia Federal investiga uso de influenciadores para pressionar o Banco Central
A Polícia Federal está apurando a possibilidade de influenciadores digitais terem sido contratados para atuar de forma coordenada contra autoridades e instituições relacionadas à liquidação do Banco Master, focando em ataques ao Banco Central (BC) e seus diretores. A investigação visa identificar se as publicações tiveram financiamento e se fazem parte de uma estratégia organizada de desinformação ou pressão política.
Influenciadores envolvidos em campanhas de defesa ao Banco Master
Segundo reportagens da colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, influenciadores receberam propostas para divulgar narrativas contrárias à liquidação feita pelo BC. Uma das propostas era divulgar vídeos criticando a atuação do regulador e questionando o despacho do Tribunal de Contas da União (TCU), que apontou “indícios de precipitação” na liquidação do banco, concedendo prazo para explicações do BC.
Propostas e valores milionários
Os contratos oferecidos a influenciadores poderiam chegar a R$ 2 milhões, com cláusulas de sigilo absoluto, para assegurar a aparente espontaneidade das ações contra o BC. Entre os nomes citados estão o vereador Rony Gabriel (PL-RS), com cerca de 1,4 milhão de seguidores, e Juliana Moreira Leite, conhecida como @jliemilk, também com número significativo de seguidores. Ambos afirmaram que foram procurados por agências especializadas, mas recusaram as propostas.
Estratégia de difusão de conteúdo
Conforme apurado pela coluna de Malu Gaspar, a abordagem previa a divulgação de uma reportagem do dia 19 de dezembro, relacionando o despacho do TCU ao “indício de precipitação” na liquidação do banco. O objetivo era produzir vídeos alinhados à narrativa da corte e desacreditar a decisão do Banco Central.
Impulsionamento de campanhas e aspectos financeiros
Os contratos analisados indicavam valores de até R$ 2 milhões e continham cláusulas de sigilo para manter a aparência de movimento espontâneo contra o BC. A estratégia envolvia, ainda, uma mobilização massiva nas redes sociais, especialmente ao redor de textos que reforçassem suspeitas sobre a decisão do BC.
Reação de entidades do setor bancário
A Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) está investigando se um volume incomum de postagens realizadas em dezembro foi parte de um ataque coordenado à entidade frente ao noticiário sobre o caso Master. A federação divulgou nota afirmando que as postagens estão sendo analisadas e que, nos últimos dias, o volume atípico tem diminuído.
A nota foi assinada também pela Associação Brasileira de Bancos (ABBC), pela Associação Nacional das Instituições de Crédito (Acrefi) e pela Zetta, além de apoiar a posição do BC e defender a autoridade técnica do órgão na condução do caso.
Perspectivas futuras e investigação em andamento
A Polícia Federal continua analisando as evidências para determinar se houve contratação de influenciadores com intenção de desestabilizar a autoridade do BC e influenciar a opinião pública de forma coordenada. A investigação busca esclarecer quem financiou essas ações e se esses movimentos fizeram parte de uma estratégia maior de desinformação e pressão política.
Para mais detalhes, acesse a reportagem completa em este link.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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