Ciro Possobom destaca sucesso do Volkswagen Tera e planos de eletrificação para 2026

Em entrevista exclusiva ao g1, Ciro Possobom, presidente da Volkswagen do Brasil, comentou o sucesso do SUV Tera, divulgado os planos de eletrificação e avaliou o cenário do mercado automotivo brasileiro em 2025.

Potencial do sucesso do Volkswagen Tera

Possobom explicou como identificou o potencial do modelo Tera, desenvolvido pela unidade brasileira da VW. Segundo ele, o processo de desenvolvimento de um carro dura cerca de cinco anos, mas a percepção de sucesso geralmente aparece entre três e seis meses antes do lançamento, quando o público já demonstra interesse.

“Quando ele realmente aparece para o grande público e começam a perceber o potencial do carro, isso é um sinal de que estamos no caminho certo”, afirmou. O Tera foi apresentado em setembro de 2024 e, até o momento, vendeu 60 mil unidades, incluindo mercado interno e exportações, e esgotou três meses de produção em menos de uma hora após o início das vendas.

Preferência por SUVs e o papel do hatch na Volkswagen

Apesar do predomínio dos SUVs no Brasil, que representam 54% dos veículos emplacados, Possobom ressalta que o hatch ainda é importante para a marca. A Volkswagen oferece atualmente seis SUVs, dois hatchs, duas picapes e uma minivan, evidenciando a diversidade de opções.

“O brasileiro prefere SUV, mas o hatch continua relevante”, comentou. O presidente destaca também a mudança na preferência do mercado, com o Polo perdendo espaço para o Tera, que já vende mais que o hatch na temporada atual.

Desafios da eletrificação

Segundo Possobom, a Volkswagen ainda não lançou modelos híbridos ou elétricos produzidos nacionalmente, pois optar por eletrificação mais cedo elevaria o custo dos veículos. No entanto, a marca planeja lançar, a partir de 2026, versões eletrificadas de todos os seus novos modelos.

A montadora anunciou um empréstimo de R$ 2,3 bilhões junto ao BNDES para acelerar sua estratégia de eletrificação, que terá como foco híbridos flex e híbridos plug-in, pensando na realidade do consumidor brasileiro, que realiza longas distâncias anuais.

“Todos os veículos lançados a partir de 2026 terão algum tipo de eletrificação”, afirmou Possobom, reforçando o compromisso da marca com o futuro sustentável e a continuidade das inovações tecnológicas.

Perspectivas para o mercado e o Salão do Automóvel de 2025

Apesar de um crescimento modesto na previsão de emplacamentos para 2025, Possobom acredita que juros mais baixos, maior produção nacional e legislação mais flexível podem impulsionar o crescimento do setor. Ele pontua que a produção local precisa se fortalecer e que a legislação de emissões de poluentes ainda representa um obstáculo para ampliar os investimentos.

Sobre a ausência da Volkswagen no Salão do Automóvel de 2025, o executivo declarou que a decisão foi estratégica, priorizando ativações de marketing e eventos próprios. Ele comentou ainda que a participação no evento pode ser reconsiderada para 2027, se o formato evoluir para algo mais inovador e representativo do mercado.

“Queremos um salão mais forte, com maior presença das marcas. Em 2027, esperamos um evento mais completo e diferenciado”, concluiu Possobom.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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