Lucro recorde de planos de saúde soma R$ 17,9 bilhões no terceiro trimestre de 2025

As operadoras de planos de saúde registraram um lucro líquido de R$ 17,9 bilhões nos três primeiros trimestres de 2025, o maior valor desde o início da série histórica em 2018, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O resultado é resultado do forte desempenho financeiro e da melhora na sinistralidade do setor.

Lucro operacional e financeiro impulsionam setor

Entre janeiro e setembro de 2025, as operadoras tiveram um lucro operacional de R$ 9,3 bilhões, um aumento de quase 140% em relação ao mesmo período do ano passado, marcando o melhor resultado em cinco anos. Os números refletem a recuperação do setor em um cenário de alta nas taxas de juros, que também elevou os ganhos com aplicações financeiras, de R$ 11,1 bilhões, 60% maior que no ano anterior.

Influência das grandes operadoras e resultados financeiros

Segundo a ANS, três das maiores operadoras — Bradesco, SulAmérica e Hapvida — concentraram 43% do resultado operacional divulgado, indicando que o desempenho dessas empresas impacta significativamente o setor. Ainda de acordo com o órgão regulador, o desempenho financeiro dessas companhias, com altos níveis de reservas técnicas, contribuiu para o aumento do lucro líquido.

Impacto da sinistralidade e desafios futuros

A sinistralidade – proporção da receita usada para custear assistência aos usuários – encerrou o período em 81,9%, 2,4 pontos percentuais abaixo do mesmo período de 2024, indicando maior eficiência na gestão de riscos. Apesar dos resultados positivos, há cerca de 7,2 milhões de usuários de planos de saúde ligados a operadoras em dificuldades financeiras, sob programas de controle da ANS.

Atualmente, 49 operadoras estão em programas de adequação econômico-financeira, enquanto 26 entram na direção fiscal e 41 estão em processo de cancelamento. Especialistas alertam para o risco de problemas assistenciais, devido a uma gestão yetorial insuficiente em algumas empresas do setor.

Perspectivas de crescimento e cautela

Jorge Aquino, diretor de Normas e Habilitação das Operadoras da ANS, destacou que, apesar dos lucros expressivos e da recuperação do setor, a heterogeneidade na performance das operadoras exige atenção. “Há uma recuperação forte, lucros importantes, mas é um mercado ainda muito heterogêneo na sua performance”, afirmou durante evento de apresentação dos dados.

O setor de planos de saúde segue enfrentando desafios relacionados à gestão financeira e à sustentabilidade de algumas operadoras, enquanto registra resultados recordes. A expectativa é de que a ANS continue monitorando de perto a situação para garantir a qualidade do serviço e evitar crises futuras.

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Com informações do Jornal Diário do Povo

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