TRXF11 paga R$ 402,8 milhões por cinco galpões estratégicos

O principal fundo imobiliário da gestora TRX, o TRXF11, desembolsou R$ 402,8 milhões na aquisição de cinco galpões localizados nas áreas mais cobiçadas do mercado logístico do Brasil. A maioria dos ativos está em regiões próximas a São Paulo, enquanto um está dentro do Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, tendo a Shopee como principal inquilina.

Compra de galpões no eixo São Paulo-Rio reforça estratégia do TRXF11

Os imóveis somam uma área bruta locável (ABL) de 107 mil metros quadrados e eram geridos por um fundo da Hire, gestora boutique especializada no segmento imobiliário industrial. A aquisição será efetuada por troca de cotas, na qual o TRXF11 ficará com 90% do fundo da Hire, e os proprietários originais receberão cotas do próprio TRXF11, avaliadas em R$ 402,8 milhões. “Estamos diversificando nossa carteira com ativos multilocatários em regiões estratégicas”, afirma Gabriel Barbosa, diretor de gestão e sócio da TRX.

Operações recentes e expansão do portfólio

A troca de cotas tem sido uma ferramenta frequente para o TRXF11, que já soma aquisições superiores a R$ 2 bilhões nas últimas semanas. Entre elas, estão as 14 agências bancárias da Caixa adquiridas da Funcef por R$ 140 milhões e o prédio da Escola Eleva na Zona Oeste do Rio, por R$ 159 milhões. Essas operações aconteceram enquanto o fundo realiza sua maior captação até hoje, que inicialmente estava prevista para R$ 2 bilhões, mas já arrecadou cerca de R$ 1,9 bilhão.

Além disso, o fundo arrecadou aproximadamente R$ 600 milhões de investidores existentes, possibilitando compras sem troca de cotas, como lojas de varejistas como Mateus e Atacadão. Ainda há possibilidade de atingir R$ 3 bilhões em captação total, incluindo clientes do mercado geral.

Locações, ativos e potencial de valorização

Atualmente, o portfólio do TRXF11 chega a 110 imóveis, totalizando 1,2 milhão de metros quadrados de ABL. Os galpões estão distribuídos entre São Paulo, Guarulhos, Jundiaí e Rio de Janeiro. O imóvel do Galeão, por exemplo, apresenta 16.503 metros quadrados e uma taxa de ocupação de 75,74%, tendo a Shopee como principal cliente. Segundo Barbosa, a localização dentro do Aeroporto do Rio confere ao ativo uma vantagem estratégica e potencial para valorização, especialmente com a finalidade de se tornar uma operação alfandegária.

Perfil diversificado e novas operações

De início, o TRXF11 focava na aquisição de lojas do grande varejo, principalmente para operações de sale and leaseback. Entretanto, o perfil do fundo vem mudando, incluindo ativos como hospitais, agências bancárias e shoppings. Essas aquisições diversificaram a carteira e reduziram a concentração no setor de varejo, com menos de 10% do portfólio atualmente composto por ativos multilocatários.

Perspectivas e impacto no mercado

Com mais de 200 mil investidores, o TRXF11 vale atualmente R$ 3,2 bilhões na Bolsa e teve uma valorização de 5,4% nos últimos 12 meses. Barbosa destaca que, apesar do cenário de juros elevados, a demanda por cotas do fundo foi surpreendentemente positiva, impulsionada pela estratégia de aquisição via troca de cotas, que acelera o crescimento.

Para o futuro, o gestor projeta que o portfólio continuará crescendo e se diversificando, fortalecendo sua presença no mercado logístico nacional. “Estamos aproveitando oportunidades para ampliar nossa carteira e gerar valor para nossos cotistas”, conclui Barbosa.

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Com informações do Jornal Diário do Povo

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