Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O preço do dólar iniciou a sessão desta sexta-feira (5) em queda, com recuo de 0,19%, negociado a R$ 5,3001 por volta das 9h02. A tendência ocorre em um cenário de atenção às determinações do mercado internacional, especialmente no que diz respeito às decisões do Federal Reserve dos Estados Unidos, e ao reflexo dos indicadores econômicos do Brasil, como o PIB do terceiro trimestre.
Fatores que influenciam a variação do câmbio
Dados econômicos dos Estados Unidos
A expectativa pelas divulgações do índice de preços de gastos com consumo (PCE) de setembro, considerado o termômetro mais importante da inflação pelo Federal Reserve, influencia diretamente as operações cambiais. Mesmo com atrasos devido ao shutdown, os dados, que serão divulgados nesta sexta-feira, orientam as apostas de corte de juros na próxima semana.
Além do PCE, o mercado acompanha os números de confiança do consumidor medidos pela Universidade de Michigan, considerados essenciais para o cenário de política monetária americana.
Perspectivas para a política monetária
Com a expectativa de possível flexibilização nos juros nos Estados Unidos, a moeda brasileira também reflete essa tendência. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abriu às 10h em alta, acumulando uma valorização de 3,39% na semana, além de marcar recordes acima dos 164 mil pontos, reforçando a expectativa de que a Selic possa começar a recuar no início de 2026.
Cenário econômico e político no Brasil
O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil do terceiro trimestre teve crescimento de 0,1%, um avanço modesto que indica perda de ritmo da economia, especialmente no setor de serviços e consumo das famílias. O resultado reforça a possibilidade de início de cortes nos juros já em janeiro de 2026, com a Selic atualmente em 15% ao ano.
Na esfera política, o Congresso Nacional aprovou na semana passada a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, que define as regras para o próximo orçamento. No entanto, há tensões entre os poderes, especialmente após a decisão do ministro Gilmar Mendes de limitar pedidos de impeachment de ministros do STF à Procuradoria-Geral da República, alimentando debates sobre o papel dos poderes no país.
Impacto no mercado financeiro e na moeda
O dólar acumulou queda de 0,46% na semana e no mês, refletindo o avanço das expectativas de flexibilização monetária no Brasil e nos EUA. Já o Ibovespa, que fechou em alta na semana, acumula aumento de 36,73% no ano, apoiado por resultados positivos no mercado de ações e esperança de redução de juros.
Fatores externos, como as negociações para um possível acordo de paz entre Rússia e Ucrânia, também influenciam o humor dos investidores globais. As bolsas americanas fecharam com variações mistas, enquanto as europeias avançaram apoiadas pelo setor automobilístico. Na Ásia, houve desempenho misto, com destaque para a alta no mercado de Tóquio.
Segundo especialistas, o movimento do câmbio reflete a combinação de fatores internos e externos, incluindo políticas econômicas e dados econômicos recentes, que continuam a orientar as próximas decisões do mercado.
Para acompanhar as novidades e entender melhor o comportamento do dólar e da bolsa, continue acompanhando as análises do G1 e os dados oficiais divulgados pelas instituições financeiras e órgãos governamentais.
Mais informações em fonte oficial.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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