Regras de eficiência energética para geladeiras ficam mais rígidas em 2026
As regras de eficiência energética para geladeiras e freezers no Brasil passarão por mudanças significativas a partir de 2026, com a redução de categorias e uma nova classificação dos selos. A atualização busca melhorar o desempenho dos eletrodomésticos, diminuir o consumo de energia e gerar economia para os consumidores.
Como são as regras hoje?
Atualmente, o selo de eficiência energética das geladeiras é dividido em seis níveis, de A+++ a E, dependendo do consumo. Essa classificação, definida pelo Inmetro e pela Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), confunde alguns consumidores por apresentar faixas muito específicas, como A++, A+, e assim por diante. Produtos com classificação inferior a A+ deixaram de ser fabricados até o final de 2024, mas podem ser vendidos até 2025.
O sistema atual ajuda na decisão de compra, mas já mostrava sinais de desatualização em relação às práticas internacionais. Segundo o Inmetro, o Brasil está trabalhando para alinhar as normas às da União Europeia até 2030.
O que vai acontecer em 2026?
A partir de 2026, as categorias do selo de eficiência serão simplificadas. Os produtos que hoje possuem classificação A++, A+ ou A passarão a ser classificados como A ou B, sendo que:
- Produtos A+++ e A++ passarão a ser A;
- Produtos A+ e A passarão a ser B;
- Produtos B passam a ser C;
- As categorias D e E deixam de existir.
Essa mudança visa facilitar a compreensão do consumidor e estimular a fabricação de produtos mais eficientes.
Perspectivas para 2030
Até 2030, haverá uma nova reclassificação para alinhar o Brasil aos padrões europeus, com as etiquetas A e B se tornando as mais eficientes e C se equiparando ao A++ ou A+ atuais. Isso significa que os consumidores terão uma ideia mais clara sobre o desempenho real dos eletrodomésticos, incentivando a busca por modelos mais econômicos e sustentáveis.
Por que a eficiência energética importa?
Eficiência energética é um indicador que mede o quanto um produto consome de energia para realizar a mesma função de outro similar. Quanto melhor a classificação, menor o consumo e maior a economia na conta de luz ao longo do tempo. Para alcançar o selo A, por exemplo, uma geladeira precisa atingir pelo menos 85,5% de eficiência atualmente, e essa meta deve subir para 90% até 2030.
Produtos com maior eficiência representam maior economia financeira e ajudam a reduzir o impacto ambiental, pois consomem menos energia e emitem menos gases poluentes.
Indústria preparada para as novas regras
De acordo com Jorge Nascimento, presidente executivo da Eletros, a indústria brasileira já está ajustando suas linhas de produção para atender às novas exigências. Ele afirmou que as empresas fizeram investimentos relevantes e ajustes tecnológicos para garantir a conformidade com as regras previstas para 2026.
A expectativa é que, com as novas classificações, os consumidores possam fazer escolhas mais conscientes, favorecendo produtos mais sustentáveis e eficientes. Assim, o Brasil busca alcançar o padrão europeu de eficiência até o fim da década.
Impacto para o consumidor
As mudanças nas regras de eficiência energética devem promover uma economia significativa na conta de luz, especialmente para quem trocar os eletrodomésticos antigos por modelos com selo A ou B. Além disso, os consumidores terão maior clareza ao comparar as opções disponíveis no mercado.
Para quem busca um produto com alto padrão de eficiência, as geladeiras com selo A+++ continuam sendo uma opção de alto desempenho, mas a tendência é que esses produtos fiquem mais acessíveis conforme a produção se intensifica e as tecnologias se tornam mais comuns.
Esta atualização no sistema de etiquetas reforça o compromisso do Brasil com a sustentabilidade e a economia de energia, alinhando o país às melhores práticas internacionais.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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