Brasil deve sair do grupo das dez maiores economias em 2025, aponta FMI
A desaceleração do crescimento econômico e a forte valorização do dólar em relação a outras moedas globais farão o Brasil deixar o grupo das dez maiores economias do mundo em 2025, de acordo com projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI), citadas em relatório da agência de classificação de risco Austin Rating. A previsão ocorre mesmo com a desaceleração do PIB brasileiro no terceiro trimestre e o desempenho do câmbio influenciando a posição do país na economia mundial.
Queda do dólar e impacto na posição internacional
Segundo o relatório da Austin Rating, a valorização do real e o fortalecimento de moedas como o rublo russo contribuíram para a perda de posições do Brasil no ranking do PIB global. “Houve forte valorização da moeda da Rússia (o rublo) de mais de 39% neste ano de 2025”, afirmou o levantamento. Como resultado, o PIB da Rússia, em dólares, deve ultrapassar o do Brasil, deslocando o país da décima para a 11ª colocação até o final de 2025.
Desempenho econômico e tendências futuras
Mesmo com a desaceleração do crescimento do Brasil, que cresceu apenas 0,1% no terceiro trimestre em relação ao segundo, o país mantém melhorias nas expectativas de crescimento do PIB e na valorização do real, segundo dados do IBGE. No entanto, análises do FMI indicam que o Brasil não voltará a superar Rússia e Canadá até 2030, mantendo a sua posição atual na décima primeira colocação.
Este cenário reflete as tendências de longo prazo, que apontam que o Brasil, Canadá e Itália terão dificuldades de recuperar posições superiores no ranking mundial de PIB, mesmo que mantenham o crescimento econômico relativamente estável nos próximos anos.
Fatores políticos e econômicos
O relatório destaca que a valorização do rublo russo deve-se ao controle de capitais instaurado pelo país em resposta às sanções econômicas impostas pelos EUA e países europeus desde a invasão da Ucrânia, no início de 2022. Essa valorização contribuiu para que a Rússia ultrapassasse não só o Brasil, mas também o Canadá, que ocupava a nona posição em 2024.
“Não é que as economias do Brasil, Canadá e Itália tenham piorado drasticamente, mas sim que a Rússia se destacou durante esse período”, afirma o documento. Além disso, o fortalecimento do real e as expectativas de crescimento melhoraram, mesmo após uma desaceleração recente.
Perspectivas para o futuro
As projeções do FMI indicam que o Brasil deverá seguir na 11ª posição até o final da década, com dificuldades de reverter a tendência de perda de espaço para países como a Rússia e o Canadá. O controle de capitais e as sanções econômicas continuam influenciando o desempenho das moedas e, por consequência, o crescimento dos PIBs em dólares dos principais países.
Para mais detalhes sobre essa análise, acesse o fonte original.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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