Haddad estuda aporte do Tesouro para ajudar os Correios em crise
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (4/12) que o governo está analisando diversas possibilidades para resolver a grave crise financeira dos Correios, incluindo um eventual aporte do Tesouro Nacional. No entanto, qualquer medida de apoio à estatal só será considerada após a aprovação do Plano de Reestruturação.
Crise financeira dos Correios e limites fiscais
Os Correios enfrentam uma crise financeira severa, com prejuízo acumulado de R$ 6 bilhões até setembro de 2023. Os déficits mensais sucessivos exigiram do governo um contingenciamento de R$ 3,3 bilhões para cumprir a meta fiscal deste ano, que é de déficit zero. A situação tem gerado debates sobre a possibilidade de abrir uma exceção de R$ 10 bilhões na meta fiscal para atender às demandas de empresas estatais, especialmente os Correios.
Agravo na possibilidade de aporte
Haddad descartou a hipótese de criar uma exceção específica para um aporte aos Correios, reforçando que “precisa ter a previsão para que o aval seja concedido”. Ele destacou que qualquer apoio financeiro será realizado dentro das regras atuais, sem violações às normas fiscais.
Recusa do empréstimo de R$ 20 bilhões
O Tesouro Nacional recusou a garantia da União para um empréstimo de R$ 20 bilhões aos Correios. O crédito, aprovado pelo conselho da estatal no final de novembro, dependia da chancela do governo para ser concretizado, o que acabou não acontecendo devido à taxa de juros considerada elevada.
Taxa de juros e condições
A proposta previa remuneração próxima a 136% do CDI, acima do teto de 120% definido para operações com garantia soberana, o que motivou a recusa do governo. O crédito seria concedido por um consórcio bancário formado por Banco do Brasil, Citibank, BTG Pactual, ABC Brasil e Safra.
Possíveis caminhos futuros
Apesar da negativa do Tesouro, há movimento nos bastidores para buscar alternativas que possam garantir recursos para os Correios. Ainda assim, a aprovação de um plano de reestruturação eficaz continua sendo uma condição essencial para qualquer apoio financeiro por parte do governo.
Ainda de acordo com fontes próximas ao Ministério da Fazenda, o tema está sendo avaliado com atenção, uma vez que a crise dos Correios representa uma preocupação de longo prazo para o setor público e a economia brasileira.
Para mais informações, acesse o Fonte oficial.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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