PIB do terceiro trimestre tem desaceleração e crescimento de 0,1%
O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil no terceiro trimestre foi de 0,1%, abaixo da expectativa de 0,2% do mercado, segundo dados do IBGE divulgados nesta quinta-feira (12). Apesar da desaceleração, todos os setores apresentaram resultados positivos, com crescimento em aspectos como comparação com o trimestre anterior e no acumulado anual.
Composição da economia diverge das previsões
De acordo com Silvia Matos, coordenadora do Boletim Macro da FGV Ibre, a avaliação sobre os dados ainda depende de análises adicionais. “Vamos revisar nossa previsão para o quarto trimestre após mais dados”, afirmou a economista. O desempenho positivo dos setores, com crescimento de 0,8% na indústria, surpreendeu pelo fato de o período ter sido afetado por tarifas e crise no mercado externo.
Setores impulsionadores e fracos do crescimento
Marine Kawauti, economista-chefe da Lifetime, destaca que o avanço industrial decorreu especialmente da indústria extrativa, que cresceu 1,7%, e da construção civil, com alta de 1,3%. Segundo especialistas, o setor de serviços e o consumo das famílias, ambos com alta de 0,1%, mostraram sinais de desaceleração. Já a agropecuária se destacou com alta de 0,4%, movimento pouco comum para o período.
Perspectivas para o mercado e política monetária
Marcela Kawauti comenta que, mais do que o resultado trimestral, a composição do crescimento reforça a expectativa de um ciclo de cortes de juros ao longo de 2026. “O consumo das famílias e o setor de serviços, ligados ao mercado de trabalho, desaceleram, o que pode segurar a inflação de demanda”, explicou.
Silvia Matos acrescenta que, apesar dos efeitos da política monetária contracionista, o Banco Central deve manter a taxa de juros em 15% na próxima reunião do Copom, prevista para a semana que vem.
Impacto e expectativas para o futuro
Luís Otavio Leal, economista-chefe da G5 Partners, aponta que a composição do crescimento do PIB neste ano deve ser diferente da de 2024, com maior contribuição de atividades menos sensíveis ao ciclo econômico. A previsão é que o PIB de 2025 cresça aproximadamente 2,2%, mantendo um ritmo gradual de perda de ímpeto.
As projeções apontam que, mesmo com os desafios, o ano terminará com crescimento superior ao inicialmente estimado, desemprego menor e inflação dentro do teto da meta. Analistas do XP, Suno Research e C6 Bank reforçam que o mercado de trabalho aquecido e estímulos econômicos ajudarão a evitar queda na atividade no último trimestre.
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Com informações do Jornal Diário do Povo
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