Entrega por drone na China amplia possibilidades para delivery
Na China, a Meituan, maior companhia de entregas do país, tem utilizado drones para realizar entregas em áreas anteriormente consideradas inatingíveis para entregadores convencionais. Uma das regiões mais emblemáticas é a entrada turística de Badaling, na Muralha da China, onde qualquer usuário do aplicativo pode solicitar uma entrega aérea, que é feita por um sistema que já faz parte da rotina dos visitantes.
Operação de drones na Muralha da China e expansão global
Segundo a companhia, três drones operam de forma alternada para atender à demanda no local, tornando-se uma parte integrada ao cotidiano da atração turística. O processo leva aproximadamente 20 minutos, envolvendo a recolha do pedido em lojas próximas, transporte até um ponto ao pé da muralha e a troca do pedido por um funcionário através de uma caixa acoplada ao drone. Outros pontos de destaque da operação incluem a entrega de alimentos de restaurantes como Subway, KFC e estabelecimentos locais, todos habilitados a participar do circuito.
Técnica de entrega e recursos adicionais
O sistema envolve a coleta pela equipe, transporte por drone até determinado ponto, e a conclusão do serviço por um funcionário. Além do transporte de alimentos, a empresa mantém um kit médico a bordo dos dispositivos para emergências, sem custos adicionais. A operação é extremamente eficiente, permitindo às lojas atingir áreas de difícil acesso de forma rápida e segura.
Expansão e tecnologia de drones no Brasil
De acordo com a Folha de São Paulo, a Keeta, que começou a operar em São Paulo após uma fase de testes iniciada em outubro de 2025, vê no uso de “aeroportos automatizados” uma estratégia fundamental para ampliar o modelo de entregas por drones no Brasil. Nesses pontos, o drone pousa, e um funcionário retira o pedido, em uma operação semelhante à da China.
Além do Brasil, a China é atualmente um dos principais mercados para a tecnologia de drones, com operações em cidades como Pequim, Shenzhen, Xangai, Guangzhou, Suzhou, Hong Kong, além de Dubai, que desde dezembro de 2024, é o único destino fora da China com entregas por drone.
Desafios, inovações e o futuro do delivery futurista
As operações de drone cobrem um raio de até cinco quilômetros, chegando a prédios residenciais, comerciais, parques, escolas, hospitais e pontos turísticos, considerando fatores como acessibilidade, trânsito e disponibilidade de entregadores. A Keeta também adota um modelo híbrido, no qual parte da rota é feita por drone e o restante por entregador, transportando itens como alimentos, eletrônicos e produtos de higiene pessoal.
Tony Qiu, CEO da Keeta e vice-presidente da Meituan, afirmou em entrevista à Folha de São Paulo que a empresa planeja expandir o uso de drones também para o Brasil, visando oferecer entregas mais rápidas e eficientes. A iniciativa é vista por especialistas como um avanço na automação do setor de entregas, que passa por uma forte disputa de mercado, incluindo investigações sobre práticas comerciais e tecnológicas suspeitas, conforme revelado por investigações recentes.
Para mais detalhes sobre a operação da Keeta na China e os planos de expansão, visite o artigo da Folha de São Paulo.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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