Governo do Rio exonera diretor de investimentos após escândalo com Banco Master

O Governo do Rio de Janeiro exonerou nesta quarta-feira (3) o diretor interino de Investimentos do Rioprevidência, Pedro Pinheiro Guerra Leal. A medida ocorre após o órgão ter investido R$ 960 milhões em letras financeiras do Banco Master, que atualmente está em liquidação extrajudicial.

Investimentos questionados e ações do Ministério Público

Especialistas alertam que a chance de fundos de previdência_regionais recuperarem os R$ 2 bilhões aplicados no Banco Master é baixa, devido às irregularidades na operação, segundo análise feita pelo O Globo.

O Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) acompanha o caso, e documentos indicam que o processo de credenciamento do Banco Master junto ao Rioprevidência foi iniciado pouco antes dos primeiros aportes, ocorridos em novembro de 2023. Segundo o TCE, a indicação de que o procedimento foi acelerado e irregular levanta suspeitas de possíveis prejuízos ao patrimônio previdenciário do Estado.

Responsabilização e medidas adotadas pelo governo

A exoneração de Pedro Leal foi publicada pela Secretaria Estadual de Casa Civil no Diário Oficial nesta quarta-feira, atendendo a uma recomendação do Ministério Público do Rio (MPRJ). A recomendação visa proteger o patrimônio do Estado e recuperar eventuais perdas decorrentes da liquidação do Banco Master.

Entre as ações sugeridas pelo MPRJ estão a abertura de processos administrativos para apurar responsabilidades de gestores, recomendações de afastamento cautelar de agentes envolvidos e ações judiciais para reparação de danos. Além disso, o MPRJ pediu o afastamento de responsáveis por decisões que autorizaram ou mantiveram os investimentos no banco.

Contexto e críticas às decisões do Rioprevidência

Conforme noticiado pelo O Globo, os responsáveis pelas aplicações no Banco Master ingressaram no órgão estadual poucos meses antes dos investimentos, e há indícios de que o processo de credenciamento foi acelerado de forma irregular.

Leal iniciou suas atividades no Rioprevidência em 25 de julho de 2023, como gerente de operações e investimentos, exatamente no mês em que o banco enviou solicitação de credenciamento ao órgão. Apenas 12 dias após o envio do pedido, ele encaminhou à gerência de controle interno um ofício confirmando que o banco atendia aos requisitos, documento que posteriormente justificou a autorização oficial por parte do então diretor-presidente, Deivis Marcon Antunes, em 19 de outubro.

A liquidação extrajudicial do Banco Master reforça as preocupações do governo e do Ministério Público sobre os riscos de aplicações em títulos sem garantia, além de questionar a condução do processo de credenciamento e investimentos realizados em pouco tempo.

Mais detalhes sobre as ações e os desdobramentos do caso podem ser conferidos na matéria do O Globo.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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