Correios planeja empréstimo de R$ 20 bilhões para reequilibrar contas

A direção dos Correios pretende enviar nesta segunda-feira (4) à Secretaria do Tesouro Nacional os documentos necessários para aprovar um empréstimo de R$ 20 bilhões, fundamental para a estabilização financeira da estatal. Como a operação conta com o aval da União, sua contratação precisa passar pelo aval do órgão de governo responsável.

Detalhes do empréstimo e condições

De acordo com interlocutores da empresa, o empréstimo será liberado em três parcelas: R$ 10 bilhões em 2025 e duas parcelas de R$ 5 bilhões em 2026. O prazo de pagamento é de 15 anos, com três anos de carência para a quitação dos juros. A negociação foi realizada com um grupo de bancos, incluindo Banco do Brasil, Citibank, ABC, BTG Pactual e Banco Safra.

Regras de juros e riscos envolvidos

Apesar do aval da União, os bancos estão cobrando juros de aproximadamente 136% do CDI, taxa diária padrão nos empréstimos interbancários. O Tesouro limita operações desse tipo a 120% do CDI, devido ao risco elevado da operação, agravado pela deterioração das contas dos Correios nos últimos meses.

Objetivos do empréstimo e plano de reestruturação

O empréstimo faz parte do plano de reestruturação dos Correios, que prevê cortes de despesas de cerca de R$ 2 bilhões, principalmente com pessoal e fechamento de 1 mil agências. A estratégia inclui ainda a venda de imóveis ociosos, que pode gerar arrecadação de até R$ 1,5 bilhão, além de ampliar os serviços em parceria com setores privados.

Uso dos recursos

Parte dos recursos será destinada a implementar o plano de demissão voluntária (PDV), que visa desligar cerca de 10 mil funcionários. O restante será utilizado para pagar dívidas antigas, credores, processos judiciais, além de contribuições previdenciárias e recolhimentos do FGTS.

Próximos passos e perspectivas

Após a aprovação do Tesouro, a expectativa é de publicação de um decreto presidencial que fornecerá o embasamento jurídico para a operação de salvamento da estatal. O governo informou que a estatal opera no vermelho desde julho, apresentando prejuízo de R$ 6 bilhões entre janeiro e setembro deste ano.

Segundo fontes, a liberação da primeira parcela nesta mês é imprescindível para regularizar as dívidas e garantir as ações necessárias para o encerramento do exercício de 2024. A operação é vista como um passo crucial na tentativa de reequilibrar as contas dos Correios e viabilizar sua sustentabilidade financeira.

Para mais detalhes, consulte a matéria do O Globo.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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