Golpista de esquema Ponzi condenado a mais 37 anos por roubo de US$ 44 milhões
Eliyahu “Eli” Weinstein, de 49 anos, foi condenado nesta sexta-feira por fraudar cerca de 150 investidores, usando seus fundos para pagar antigos prejuízos e despesas pessoais. A sentença inclui uma pena adicional de 37 anos de prisão por roubar US$ 44 milhões após sua libertação condicional.
Fraudes envolvendo máscaras, fórmulas e kits para Ucrânia
Weinstein foi condenado por enganar investidores alegando que seu dinheiro seria utilizado na compra de máscaras contra a Covid-19, fórmulas infantis e kits de primeiros socorros destinados à Ucrânia. Na realidade, ele e seus cúmplices desviaram os fundos para pagar antigos investidores e financiar seu estilo de vida, incluindo jogos de azar e compra de imóveis, conforme informações do tribunal federal em Trenton, Nova Jersey.
Sentença e declarações do juiz
O juiz Michael Shipp afirmou que Weinstein recebeu uma oportunidade única nos EUA, que ele desperdiçou ao retornar às atividades criminosas. “Ele é um predador que roubou as economias de uma vida inteira de seus investidores”, disse o magistrado. Weinstein foi condenado a pagar US$ 44 milhões em restituição, além de ser sentenciado a 37 anos de prisão, após um júri o condenar em março deste ano.
Casos anteriores e perdão presidencial
Weinstein tinha uma condenação de 22 anos por um esquema Ponzi imobiliário e fraude relacionada à oferta pública do Facebook, obtida em 2013. Sua pena foi comutada pelo presidente Donald Trump em 2021, após anos na prisão, com apoio de grupos judeus e figuras políticas.
Segundo promotores, Weinstein retomou as atividades criminosas poucos meses após sua libertação, utilizando um pseudônimo para operar negócios ilegais através da empresa Optimus Investments. Ele também foi investigado por lavar milhões de dólares e ocultar bens valiosos.
Gravações e cooperação com as autoridades
Investigações revelaram que Weinstein confessou, em gravações secretas, ter manipulado e mentido para manter seus esquemas fraudulentos. Seus cúmplices, Anderson e Curry, também colaboraram com os promotores, ajudando a montar o processo contra ele, que foi preso em julho de 2023.
Condenações e impacto na defesa
Weinstein foi condenado por fraude de valores mobiliários, lavagem de dinheiro, fraude eletrônica e associação criminosa, além de ter feito declarações falsas ao Serviço de Condicional dos EUA. Sua advogada, Ilana Haramati, afirma que ele é inocente e pretende recorrer da sentença.
O caso serve como exemplo de riscos ao conceder clemência a condenados que continuam a praticar crimes. Promotores pedem penas severas, considerando o impacto financeiro e emocional causado às vítimas, incluindo um idoso de 88 anos que perdeu mais de US$ 1 milhão, de acordo com as testemunhas.
Este episódio evidencia a importância de medidas de controle e de uma análise criteriosa ao usar benefícios de perdões presidenciais, sobretudo em casos de crimes financeiros.
Para mais detalhes, acesse a fonte original.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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