Haddad projeta captação de US$ 10 bilhões para fundo de proteção florestal
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou nesta segunda-feira (3), em São Paulo, que o Brasil estabeleceu a meta de captar US$ 10 bilhões em investimentos públicos internacionais para o Fundo Tropical das Florestas (TFFF). A iniciativa visa recompensar financeiramente os países que preservam suas florestas tropicais, promovendo a conservação ambiental globalmente.
Meta de arrecadação até o final de 2024
De acordo com Haddad, essa meta deve ser atingida até o final do próximo ano, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que será realizada no Brasil. Segundo o ministro, a captação envolverá recursos de governos, mas também há expectativa de que entidades como fundações, fundos e empresas possam contribuir, aumentando o valor total arrecadado.
“Se conseguirmos, ao final do primeiro ano, reunir US$ 10 bilhões de recursos públicos, será um grande feito”, afirmou Haddad após participar do COP30 Business & Finance Forum, promovido pela Bloomberg Philanthropies em São Paulo. O ministro destacou que, para alcançar esse valor, alguns países do G20 precisarão aderir à iniciativa, ajudando a remunerar os países que mantêm suas florestas tropicais, especialmente aqueles endividados que carecem de recursos para a preservação.
Proposta ambiciosa, mas viável, diz Haddad
Haddad reconheceu que a proposta é “ambiciosa”, mas afirmou acreditar na sua concretização. “Acredito que vamos chegar lá”, declarou. O ministro explicou ainda que o Fundo Tropical das Florestas tem potencial para ser uma das ações mais bem-sucedidas surgidas nos últimos anos, diferentemente da coalizão do mercado de carbono, que requer maior engenharia para ser implementada.
O objetivo final do governo é que o fundo reúna US$ 125 bilhões, sendo 20% (US$ 25 bilhões) provenientes de países soberanos e 80% (US$ 100 bilhões) de capital privado. Essa meta busca criar um mecanismo financeiro robusto para incentivar a preservação das florestas tropicais em escala global.
COP30 e avanços nas negociações
Durante a primeira rodada de negociações, realizada em São Paulo com investidores e financiadores, Haddad destacou sinais positivos de que algumas ideias começaram a sair do papel. Segundo ele, houve “disposição maior para acelerar o ritmo” das ações, o que pode tornar a COP30 um marco na agenda ambiental.
“Pelo que ouvi hoje de investidores e financiadores, há disposição para que essa iniciativa avance de forma mais rápida. Algumas nações já sinalizaram anúncios durante a conferência”, comentou Haddad, reforçando o papel do Brasil como líder no debate sobre sustentabilidade no cenário internacional.
Brasil lidera o debate global sobre sustentabilidade
Haddad ressaltou o papel do Brasil na condução do debate mundial de sustentabilidade, não só na COP30, mas também no G20. Segundo ele, o país vem liderando discussões importantes, incluindo a participação de um clube de ministros de finanças na conferência, que entregou um relatório ao evento.
“Queremos fazer desta COP uma oportunidade pragmática e propositiva, contribuindo para avanços concretos na preservação ambiental global”, afirmou o ministro, evidenciando o compromisso do Brasil com a agenda sustentável.
Para mais detalhes sobre a iniciativa e as negociações, acesse a matéria completa no Site Agência Brasil.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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