Bitcoin cai abaixo de US$ 105 mil em meio a sinais de cautela

O Bitcoin, maior criptomoeda do mercado, foi negociado nesta segunda-feira (3) abaixo de US$ 105,5 mil, em meio a uma forte pressão vendedora que afetou todo o mercado de criptoativos. Mesmo com essa queda, o ativo acumula alta de aproximadamente 14% desde o início de dezembro, embora continue atrás do desempenho das ações globais, que mostraram maior resiliência nas últimas semanas.

Demanda institucional em queda e sinais de cautela no mercado de criptoativos

Segundo Charles Edwards, fundador da Capriole Investments, pela primeira vez em sete meses, a demanda institucional por Bitcoin caiu abaixo da taxa de novas moedas mineradas. Essa mudança sugere que os grandes investidores podem estar recuando, enquanto outros indicadores apontam para uma postura mais cautelosa (“risk-off”) no mercado mundial de criptomoedas.

O índice da MarketVector, que acompanha a metade inferior das 100 maiores criptoativas, registrou uma queda de até 8,8% em três pregões consecutivos, retornando às mínimas observadas durante o “flash crash” de outubro. O indicador acumula uma queda de aproximadamente 60% neste ano.

Mercado em fase de recuperação e volatilidade persistente

Apesar da alta de cerca de 14% desde dezembro, o Bitcoin recuou 4,3% nesta segunda, sendo cotado em torno de US$ 105,3 mil. Investidores continuam atentos a sinais de piso nos preços após o evento de liquidação de US$ 19 bilhões ocorrido em outubro, que retirou posições alavancadas do mercado.

Já na ponta de ativos digitais ligados a blockchain, o token Ton, originalmente vinculado ao Telegram Messenger, caiu cerca de 10%. A empresa por trás do ativo, TON Strategy, revelou que recebeu um alerta da Nasdaq por não cumprir requisitos de aprovação de acionistas. As ações da companhia, por sua vez, tiveram uma queda de 4% nesta segunda e uma perda acumulada de 37% no ano.

Impactos e perspectivas

Analistas como Jordi Alexander, CEO da Selini Capital, afirmam que o mercado precisa de uma base de preços convincente antes de tentar uma nova alta. Segundo ele, o cenário atual caracteriza-se por uma “fase de ressaca” após o choque de liquidação de outubro, dificultando a recuperação da confiança dos investidores.

Matthew Kimmell, analista da CoinShares, observa que os movimentos na oferta de Bitcoin, como carteiras inativas há muito tempo, indicam uma correção enigmática, que ainda revela incertezas na classe de ativos. “Os preços continuam fracos, e o mercado ainda parece estar digerindo os efeitos do evento de liquidação”, acrescenta Kimmell.

Enquanto isso, setores tradicionais enfrentam dificuldades. A Bolsa brasileira, por exemplo, registrou uma forte alta, rompendo os 150 mil pontos, enquanto a seca de IPOs e a saída de empresas reduziram a liquidez do mercado local.

Mais informações sobre a volatilidade das criptomoedas e as próximas movimentações podem ser acompanhadas na matéria da Globo Econômica.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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