SM Energy compra Civitas em maior fusão do setor de xisto dos EUA
A SM Energy anunciou a compra da rival Civitas Resources, o maior negócio de produção de shale gas dos EUA neste ano, sinalizando uma nova fase de consolidação no setor. A operação avaliada em cerca de US$ 2,8 bilhões em ações une duas empresas de porte médio na região, elevando o valor total do acordo a US$ 12,8 bilhões, incluindo dívidas, tornando-se a maior fusão do setor em 2025.
Detalhes do acordo e suas implicações
Pelos termos do convênio, cada ação da Civitas será trocada por 1,45 ação da SM Energy. Os acionistas da Civitas terão aproximadamente 52% da nova companhia, que manterá o nome SM Energy e será liderada pelo presidente-executivo Herb Vogel. A operação ocorre enquanto a Civitas vinha enfrentando dificuldades devido ao alto endividamento e à necessidade de reduzir ativos.
As duas empresas produzem petróleo na Bacia do Permiano, no sudoeste dos EUA, uma das regiões mais produtivas do país. A Civitas opera cerca de 140 mil acres líquidos, enquanto a SM possui aproximadamente 109 mil acres na mesma bacia, o que deve gerar sinergias essenciais para o sucesso da fusão.
Contexto de mercado e expectativas futuras
Segundo analistas, a fusão reflete a tentativa das empresas de ganhar escala diante do aumento dos preços de ativos privados e da escassez de novas oportunidades de aquisição. A wave de fusões na Bacia do Permiano, maior campo petrolífero dos EUA, tem sido uma tendência nos últimos anos, com companhias menores buscando fortalecer suas operações.
Andrew Dittmar, analista da Enverus Intelligence Research, afirma que o acordo pode indicar um movimento mais amplo no setor de shale, com a redução da atratividade de ativos privados devido às condições de mercado. A operação também gerou impacto na bolsa, com ações da SM recuando até 10% e as da Civitas caindo 4% na segunda-feira, refletindo o prêmio de 5% oferecido aos acionistas da Civitas.
Economia de custos e perspectiva de ganhos
A nova companhia prevê economias de custos entre US$ 200 milhões e US$ 300 milhões por ano, ampliando sua capacidade de produção e mantendo um dividendo fixo de US$ 0,20 por ação trimestralmente. Com cerca de 823 mil acres líquidos, ela será uma das dez maiores produtoras independentes de petróleo dos EUA.
Sua trajetória inclui venda de ativos para reduzir dívidas e um foco na ampliação de sua operação na bacia do Permiano. Avaliada por assessores financeiros como Evercore e JPMorgan, a fusão sinaliza uma nova fase de maior integração e concentração no setor de exploração de petróleo de xisto, diante de um cenário de preços elevados e escassez de ativos acessíveis.
Próximos passos e impacto no setor
As empresas esperam regularizar a operação nas próximas semanas, após a aprovação dos acionistas e órgãos reguladores. Especialistas sugerem que esse movimento pode estimular novas fusões e aquisições no segmento de exploração de petróleo nos EUA, que tem apresentado alta atividade nos últimos anos.
A fusão também potencializa o papel da SM Energy no mercado americano, que passa a consolidar sua posição como uma das maiores produtoras independentes de petróleo de xisto, além de reforçar o movimento de integração no setor diante da busca por maior eficiência e escala.
Para mais detalhes, confira a notícia completa no Fonte original.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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