Indústria de transformação perde 15 mil vagas após tarifa contra Brasil
Um estudo recente revela que, desde o início do tarifamento dos Estados Unidos contra o Brasil, em agosto, cerca de 15 mil vagas foram eliminadas na indústria de transformação. A análise, conduzida por André Valério, coordenador de Pesquisa Macroeconômica do Banco Inter, e Gustavo Menezes, assistente de pesquisa, utiliza microdados do Caged e dados do comércio exterior para estimar os impactos econômicos.
Perdas na indústria de transformação e exportações de açúcar
Segundo o levantamento, as perdas ocorreram sobretudo em bens de capital, como aeronaves, motores e máquinas elétricas, além da indústria de alimentação, destacando-se o refino de açúcar. São Paulo foi a região mais afetada, respondendo por mais de um quarto das demissões, refletindo uma frustração no ciclo tradicional de contratções de agosto, que só teve recuperação parcial em setembro. Foram registrados ainda quedas de cerca de 80% nas exportações de açúcar para os EUA no período.
Regiões afetadas e cadeia produtiva
A região Sul, com forte presença de indústrias exportadoras de bens de capital, também foi duramente atingida, com a eliminação de aproximadamente 4,5 mil postos de trabalho. A dificuldade de redirecionar cadeias produtivas para outros mercados explica o impacto mais severo nessas áreas. Estima-se que, das 131 regiões intermediárias que exportam bens manufaturados aos EUA, após julho, o número de regiões com variação positiva caiu de 60 para 28, enquanto o número de regiões com forte queda aumentou para 63, o maior desde 2018, durante a greve dos caminhoneiros.
Impacto temporário e resiliência da economia brasileira
Apesar das perdas, o estudo reforça que os efeitos sobre a economia brasileira devem ser temporários. A baixa abertura comercial do país e a diversificação dos destinos de exportação têm amortecido o impacto. Assim, a recuperação das atividades industriais deve ocorrer ao longo do tempo.
Para acompanhar as análises do cenário econômico, confira também o análise sobre a decisão do Copom e as perspectivas para os próximos meses.
Para mais detalhes, acesse o estudo completo no site do Globo.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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