Preço do querosene de aviação sobe 1,4% e pode impactar tarifas aéreas

A Petrobras anunciou nesta sábado (1) um reajuste de 1,4% no preço de venda do querosene de aviação (QAV) para as distribuidoras, representando um aumento de R$ 0,05 por litro em relação ao mês anterior. A medida ocorre em um momento de atenção ao setor aéreo, uma vez que o combustível é um dos principais componentes do custo das passagens aéreas.

Contexto do ajuste no preço do combustível de aviação

De acordo com a Petrobras, o preço do QAV acumula redução de 2,4% em 2025, o que equivale a R$ 0,09 por litro em relação a dezembro de 2024. Desde dezembro de 2022, a estatal comenta que reduziu os preços do combustível em 31%, uma queda equivalente a R$ 1,58 por litro, refletindo uma diminuição acumulada de 39,3% ao longo do período, considerando a inflação.

O querosene de aviação, utilizado em voos comerciais e executivos, é comercializado exclusivamente às distribuidoras pela Petrobras, que se responsabilizam pelo abastecimento nos aeroportos. Segundo a empresa, o mercado brasileiro de QAV é aberto à livre concorrência, sem restrições legais ou regulatórias que impeçam outras companhias de atuar como produtoras ou importadoras do combustível.

Impactos no setor aéreo e perspectivas futuras

O reajuste ocorre em um momento em que o setor aéreo discute os fatores que podem influenciar o valor final das passagens. Como o combustível representa uma parcela significativa do custo operacional das companhias aéreas, variações nos preços podem resultar em reajustes nas tarifas cobradas ao consumidor.

A expectativa é de que o aumento, embora modesto, seja acompanhado de reajustes indiretos nos preços de passagens nos próximos meses, à medida que as empresas ajustem suas estratégias de precificação diante do aumento no custo do combustível.

Perspectivas para o mercado de combustíveis e aviação

Especialistas afirmam que o mercado de QAV no Brasil tem potencial para ampliar a concorrência, dado o espaço para importação e produção por novas empresas. Além disso, o setor busca diversificar fontes de abastecimento e reduzir custos, principalmente com a possível introdução de biocombustíveis e alternativas energéticas.

Segundo a Petrobras, o reajuste faz parte da dinâmica de mercado e das flutuações internacionais de preços do petróleo, que impactam diretamente o valor do combustível de aviação nacional.

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Com informações do Jornal Diário do Povo

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