Primeiro-ministro do Canadá pede desculpas a Trump por campanha contra tarifas
O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, declarou neste sábado que pediu desculpas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por uma campanha publicitária que criticava as tarifas comerciais, provocando irritação em Washington. A desculpa ocorreu durante a cúpula da APEC, na Coreia do Sul.
Reconciliação diplomática e retomada de diálogos
Carney explicou que o gesto foi uma tentativa de apaziguar a relação com os Estados Unidos após a polêmica. “Sim, pedi desculpas ao presidente. O presidente se sentiu ofendido”, afirmou durante a coletiva de imprensa. Ele acrescentou que os diálogos entre os dois líderes “serão retomados quando Washington estiver pronto” para tal.
Contexto da crise comercial entre Canadá e EUA
Na semana passada, Donald Trump acusou o Canadá de praticar um “jogo sujo” após uma campanha com declarações de Ronald Reagan sobre tarifas, divulgada na província de Ontário. Em resposta, o presidente americano anunciou um aumento de 10% nas tarifas alfandegárias e suspendeu as negociações comerciais com Ottawa.
Declarações de Trump e consequências
Trump afirmou que o aumento de tarifas visa pressionar o Canadá a reconsiderar sua posição, e que as negociações comerciais estão temporariamente suspensas. “Gosto muito do primeiro-ministro Carney, mas o que fizeram foi errado”, declarou o mandatário, à bordo do avião presidencial Air Force One, na sexta-feira.
Impacto na relação entre os países
A suspensão das negociações representa uma reviravolta na relação entre os dois aliados históricos, que compartilharam um acordo de livre comércio, o T-MEC, com o México. O Canadá é o segundo maior parceiro comercial dos EUA, com importante volume de exportações de aço e alumínio.
Por ora, as trocas transfronteiriças continuam isentas de tarifas, mas o aumento das sobretaxas por parte de Trump impacta severamente Ottawa. A esperança é que os diálogos sejam retomados em breve, após a avaliação de Washington.
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Com informações do Jornal Diário do Povo
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