Governo amplia limite de financiamento imobiliário para até R$ 2,25 milhões

O governo federal anunciou nesta quinta-feira (9) o aumento do limite de financiamento de imóveis pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH), passando de R$ 1,5 milhão para até R$ 2,25 milhões. A mudança entra em vigor imediatamente, buscando ampliar o acesso de famílias de classe média ao crédito imobiliário e impulsionar o setor.

Repercussões no mercado imobiliário brasileiro

A Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC) destacou que a iniciativa representa um avanço importante para ampliar o acesso das famílias à casa própria e fortalecer o mercado de imóveis. Segundo nota da entidade, essa alteração é um passo significativo para aumentar a relação de crédito imobiliário/PIB no Brasil, atualmente em torno de 10%, frente aos aproximadamente 50% em países desenvolvidos (Veja o que dá para comprar).

A atualização do teto do SFH, que há sete anos permanecia fixo e sem correção, foi considerada fundamental por especialistas para acompanhar a valorização dos imóveis. Atualmente, imóveis de bairros valorizados do Rio de Janeiro podem alcançar valores de até R$ 10,6 milhões (Valor chega a R$ 10,6 milhões). Segundo avaliações, o aumento do limite deve incentivar novas operações e ampliar o acesso ao crédito para diferentes perfis de compradores.

Impactos positivos e perspectivas futuras

Valorização e maior liquidez no setor

Sanderson Fernandes, CEO da Avanço Realizações Imobiliárias, afirma que a liberação dos depósitos compulsórios vinculados à caderneta de poupança também pode ampliar o acesso ao financiamento habitacional, sem comprometer a estabilidade do sistema financeiro. A medida é vista como uma atualização necessária, uma vez que o valor máximo do SFH não acompanha a valorização do mercado imobiliário desde 2018, o que restringe as operações de crédito.

Carlos Alberto Moreira, diretor-executivo da Fazenda Bela Vista, reforça que as ações do governo são essenciais para ampliar o crédito imobiliário, especialmente para o mercado de médio e alto padrão. “Estas ações trazem maior liquidez e acessibilidade a diferentes classes sociais, estimulando investimentos e promovendo a geração de empregos, sobretudo na construção civil”, destaca.

Contribuição para a recuperação econômica

Gabriel Pecly, responsável por Novos Negócios da Balassiano Engenharia, avalia que o aumento do teto de financiamento é uma correção importante após anos sem atualização, que irá aquecer o mercado imobiliário e estimular o consumo de materiais de construção. “Com juros ainda elevados, essa medida ajuda famílias a financiarem seus imóveis, impulsionando a cadeia produtiva do setor”, comenta.

Segundo especialistas, a mudança deve reforçar a recuperação do setor imobiliário e gerar impactos positivos na economia brasileira nos próximos anos (Fonte).

Com informações do Jornal Diário do Povo

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