Governo amplia limite de crédito imobiliário para até R$ 2,25 milhões
O governo anunciou nesta sexta-feira um novo modelo de crédito imobiliário que aumenta o limite de financiamento pelo Sistema de Financiamento da Habitação (SFH) de R$ 1,5 milhão para até R$ 2,25 milhões. A mudança, que visa ampliar o acesso à casa própria, foi uma demanda do setor da construção e não ocorria desde 2018. O novo sistema estabelece uma taxa de juros máxima de 12% ao ano e prevê aumento na participação dos bancos na concessão de crédito.
Novos limites e condições do financiamento habitacional
Com o novo modelo, a Caixa Econômica Federal, principal agente de financiamento imobiliário, deve voltar a financiar até 80% do valor dos imóveis, conforme anunciado pelo presidente do banco. Para imóveis em bairros de alto padrão, como Leblon, na zona sul do Rio de Janeiro, um financiamento de R$ 2 milhões permite adquirir uma unidade de aproximadamente 78,5 m², considerando o valor do metro quadrado na região, que atualmente é de R$ 25.485, segundo o índice FipeZap de setembro.
Em São Paulo, bairros nobres como Itaim Bibi, onde o metro quadrado chega a R$ 19.335, um financiamento de R$ 2 milhões cobre um imóvel de cerca de 103,4 m². Já em Vila Mariana, com índice de R$ 14.815 por metro quadrado, o mesmo valor financia uma propriedade de aproximadamente 135 m².
Injeção de recursos no setor e impacto econômico
O novo modelo de crédito habitacional, desenvolvido pelo Banco Central em parceria com o Ministério das Cidades, Ministério da Fazenda e a Caixa, deve liberar cerca de R$ 36,9 bilhões em recursos de forma imediata, levando a uma potencial injeção de mais de R$ 20 bilhões na economia ainda este ano, segundo fontes próximas ao governo. A expectativa é que essa medida aumente a oferta de financiamentos com juros baixos e potencialmente reduza as taxas de juros do mercado imobiliário.
De acordo com interlocutores, o aumento no limite de recursos captados pela poupança e a ampliação do crédito podem impulsionar o mercado imobiliário, sobretudo na flexibilização do uso de até 80% da poupança para financiamento na modalidade SFH, com possibilidade de reaplicação em financiamentos do Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI) posteriormente.
Novas regras e perspectiva de crescimento do crédito
O modelo prevê uma liberação de recursos da poupança para fins de crédito imobiliário, alterando o uso compulsório dos depósitos. As instituições financeiras poderão utilizar até 5 pontos percentuais do compulsório, atualmente de 20%, para ampliar a oferta de crédito, o que deve ampliar a capacidade de financiamento de imóveis e aumentar a liquidez no setor.
O período de testes, que se inicia imediatamente e deve durar até o fim de 2026, prevê uma fase de adaptação, com o modelo sendo plenamente implementado em 2027. A expansão das operações deve fazer o volume total de recursos destinados ao crédito imobiliário passar de aproximadamente R$ 90 bilhões para cerca de R$ 200 bilhões em dois anos, impulsionando o mercado e estimulando o setor de construção.
Segundo especialistas, essa mudança reforça a estratégia do governo de dar um impulso ao setor imobiliário, mesmo diante de medidas de contenção do consumo e da inflação. A iniciativa pode ajudar a reduzir a taxa Selic, atualmente em 15% ao ano, ao dinamizar o setor de crédito e fomentar a economia.
Para mais detalhes, acesse o fonte oficial.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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