Queda na alimentação vira destaque na inflação do Brasil
A inflação oficial da inflação, o IPCA, registrou em setembro a quarta queda mensal consecutiva, de 0,26%. Segundo a economista-chefe da Lifetime, Marcela Kawachi, a queda na alimentação no domicílio, que chegou a 2,3%, contribui para melhorar a sensação de bem-estar econômico da população.
Produção e preços na porta da fábrica
Os preços de produtos na porta da fábrica continuam em tendência de queda, com a sétima redução seguida, o que ajuda a reduzir a pressão sobre a inflação, segundo análises recentes (leia mais). Além disso, os brasileiros têm mudado seus hábitos de consumo, adotando idas mais frequentes ao mercado em vez de compras mensais, o que influencia nas dinâmicas de preços.
No acumulado do ano, a inflação geral está em 3,64%, enquanto a de alimentos ficou abaixo, em 2,67%. A alimentação no domicílio apresentou um avanço de apenas 1,66%, refletindo a desaceleração das variações de preços.
Impactos e expectativas para o futuro da inflação
Os números indicam que a comida na mesa ficou mais barata nos últimos quatro meses e tem subido menos do que a inflação geral no ano, o que traz alívio ao orçamento das famílias, especialmente as mais pobres, que concentram maior peso na compra de alimentos. Essa redução fortalece a percepção de estabilidade econômica.
Durante o período de alta nos preços de alimentos, a oposição usou o tema em campanhas eleitorais, destacando, por exemplo, o aumento do preço dos ovos. Agora, com a desaceleração, o cenário se mostra mais favorável ao governo.
A inflação acumulada de 12 meses ficou em 5,17%, uma leve alta em relação a agosto, mas a tendência de desaceleração persiste, e alguns especialistas já avaliam a possibilidade de o índice ficar dentro da meta de 4,5% até o final do ano (leia mais).
Juros altos e a estabilidade da inflação
Apesar da manutenção dos juros elevados pelo Banco Central, o que causa desconforto na economia, a trajetória de queda da inflação indica que a política monetária está surtindo efeito. O atual presidente do Banco Central, indicado pelo presidente Lula, enfrenta tensões internas devido à manutenção dos juros, mas a missão da instituição é controlar a alta dos preços.
O banco mantém a expectativa de que o índice de preços permaneça dentro da faixa de flutuação, mesmo diante de riscos de instabilidade relacionados a crises climáticas ou mudanças externas, que podem fazer os preços de alimentos, como o café, oscilar anteriormente.
Cegando a insegurança alimentar
Segundo dados do IBGE, mais de 2 milhões de lares brasileiro’s saíram da insegurança alimentar neste ano, resultado de políticas públicas de ampliação de benefícios sociais e de assistência às famílias mais pobres.
Essa melhora na condição de segurança alimentar, mesmo em um cenário de inflação desacelerada, reforça o impacto positivo de ações permanentes do governo e evidencia a avanços nas condições de vida da população.
Essa notícia reforça a percepção de recuperação econômica, especialmente no combate ao aumento de preços de alimentos, que antes era um dos principais focos de preocupação para a economia brasileira.
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Com informações do Jornal Diário do Povo
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