Leilão de energia A-5 movimenta R$ 5,4 bilhões em investimentos
Nesta sexta-feira, o governo federal realizou o leilão de energia nova A-5, na sede da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). A sessão garantiu contratos de 815,5 MW de energia hidrelétrica, com entregas previstas entre janeiro de 2030 e dezembro de 2049.
Investimentos e economia no setor de energia
O certame proporcionou aproximadamente R$ 5,4 bilhões em investimentos para a construção das novas usinas. Ao todo, 65 grupos vencedores venderão energia para nove distribuidoras a um preço médio de R$ 392,84 por megawatt-hora (MWh), com um desconto de 3,16% em relação ao preço teto, segundo informações da CCEE.
Com a compra de energia nesta rodada, os consumidores poderão economizar até R$ 864,8 milhões em suas contas de luz. A expectativa é que a competição traga redução de custos para o setor, refletindo em tarifas mais acessíveis.
Registro recorde de projetos e impacto na matriz energética
A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) cadastrou 241 projetos destinados ao leilão, totalizando uma potência de 2.999 MW — números recordes para o setor. A energia foi adquirida por distribuidoras como Amazonas Energia (148,578 MW/mês), Coelba (87,030 MW/mês), Celpe (25,090 MW/mês) e outras, em contratos de 20 anos de duração.
Principais compradores e preços
O maior comprador foi a Amazonas Energia, responsável por 38,6% do volume negociado. Outras distribuidoras como Coelba, Enel Ceará, Light e Enel São Paulo também participaram. Os contratos foram firmados com preços menores que o valor máximo (Custo Marginal de Referência), que é de R$ 411/MWh.
Projetos autorizados e com contratos vigentes terão tarifas mais baixas: R$ 221,55/MWh para grandes hidrelétricas e R$ 316,50/MWh para pequenas centrais hidrelétricas e centrais menores.
Perspectivas para o setor de energia hidrelétrica
O leilão reforça o compromisso do governo em ampliar investimentos em fontes renováveis e garantir a modernização da matriz energética brasileira. Além de fortalecer a capacidade de geração, os contratos de longo prazo ajudam a estabilizar os custos para distribuidoras e consumidores finais.
Segundo análises do setor, a força da hidrelétrica no Mix energético nacional deve se manter, apesar da crescente participação de fontes alternativas como solar e eólica.
Mais detalhes sobre o leilão e seus impactos podem ser acessados neste link.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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