Lula inicia contatos com líderes europeus e africanos para reforçar o multilateralismo

O governo brasileiro está em negociações para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva converse nesta semana por telefone com líderes internacionais, incluindo o presidente da França, Emmanuel Macron; o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz; a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen; e o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa. Essa estratégia visa reforçar o compromisso do Brasil com o multilateralismo em resposta às tarifas impostas pelos Estados Unidos.

Lula busca ampliar alianças globais contra tarifas unilaterais

De acordo com fontes próximas ao governo, a agenda inclui debates sobre o papel do Brasil na defesa de um sistema multilateral forte, especialmente em meio às tarifas comerciais aplicadas pelos Estados Unidos a parceiros como China, Índia e Rússia. Essas conversas fazem parte de uma tentativa de construir uma frente conjunta contra as medidas tarifárias de Washington, que dificultam o comércio internacional.

Reforço na participação do Brasil em fóruns multilaterais

Além das conversas telefônicas, Lula deverá participar, em setembro, de uma reunião virtual do BRICS, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. A iniciativa busca uma reação coordenada com países que também enfrentam os efeitos das tarifas norte-americanas. Recentemente, o presidente brasileiro já conversou com o líder chinês Xi Jinping, com o primeiro-ministro indiano Narendra Modi e com o presidente russo Vladimir Putin.

Diálogos com lideranças internacionais fortalecem a estratégia diplomática de Lula

Na semana passada, Lula conversou com Xi Jinping por uma hora, abordando a conjuntura internacional e o papel do Brasil na luta contra a mudança climática, além de discutir a realização da COP 30, que acontecerá em Belém. O presidente brasileiro também manteve contatos com Modi e Putin, reafirmando a importância do multilateralismo e da cooperação entre os países.

Segundo fontes do Palácio do Planalto, essas conversas demonstram o esforço do Brasil de atuar como um mediador e defender interesses estratégicos internacionais, especialmente diante da crescente polarização global. O movimento inclui ainda diálogos com líderes de países afetados pelas tarifas de Trump, buscando uma postura conjunta contra as medidas protecionistas.

Para mais detalhes sobre as negociações diplomáticas de Lula, acesse o fonte oficial.

Com informações do Jornal Diário do Povo

Share this content:

Publicar comentário