Magnata coreano das criptomoedas se declara culpado de fraude nos EUA
Do Kwon, magnata sul-coreano das criptomoedas e fundador da Terraform Labs, declarou-se culpado de fraude perante um juiz federal de Nova York. A audiência aconteceu nesta semana, e ele será sentenciado em 11 de dezembro, segundo registros judiciais publicados hoje.
Alteração de depoimento e acusação de fraude
Inicialmente, Kwon, de 33 anos, havia se declarado inocente diante de nove acusações feitas pela promotoria em janeiro de 2025. Contudo, durante a audiência, ele mudou seu depoimento, assumindo a responsabilidade por fraudes relacionadas à falência de sua empresa, que causou prejuízos de aproximadamente 40 bilhões de dólares (R$ 248 bilhões, na cotação da época). A Terraform Labs foi responsável pela criação da criptomoeda TerraUSD, considerada uma “stablecoin” atrelada ao dólar.
Como o coreano foi preso?
Kwon foi preso em março de 2023 no aeroporto de Podgorica, capital de Montenegro. Ele tentava embarcar para Dubai usando um passaporte falso da Costa Rica, após meses foragido. Antes disso, ele fugiu da Coreia do Sul e de Singapura, onde sua companhia havia falido em 2022, após uma série de controvérsias e descontrole das criptomoedas TerraUSD e Luna. Sua fuga ocorreu enquanto as autoridades aumentavam o escrutínio sobre suas ações.
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Impacto e controvérsias
A criptomoeda TerraUSD foi lançada como uma stablecoin, vinculada ao dólar, e ganhou destaque por promover uma inovação importante no mercado financeiro digital. No entanto, em maio de 2022, tanto ela quanto a Luna entraram em queda livre, levando à ruína de muitos investidores e às acusações de que Kwon teria criado um esquema de pirâmide, no qual muitas pessoas perderam suas economias.
Especialistas afirmam que as ações de Kwon e a crise das suas moedas digitais contribuíram para uma maior fiscalização dos reguladores sobre o setor de criptomoedas, que enfrenta crescente pressão global após anos de controvérsias e falências.
Próximos passos
Kwon, atualmente sob custódia no EUA, aguarda a sentença que será pronunciada em dezembro, enquanto o caso reforça o debate sobre a regulamentação e a segurança no mercado de criptomoedas.
Para entender mais detalhes do caso, acesse a reportagem completa no GLOBO.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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