Brasileiro registra déficit de US$ 2,23 bilhões nas transações com os EUA até julho

O Ministério do Desenvolvimento divulgou nesta quarta-feira os dados da balança comercial brasileira referentes ao mês de julho. Segundo as informações, o déficit nas transações comerciais com os Estados Unidos atingiu US$ 2,23 bilhões nos primeiros sete meses de 2025, uma alta expressiva de 600% em relação ao mesmo período do ano passado.

Déficit recorde nos sete primeiros meses de 2025

De acordo com os dados, o aumento do déficit reflete um cenário de desaceleração nas exportações brasileiras para os EUA e crescimento nas importações do país. No mês de julho, o saldo negativo foi mantido, agravando o resultado do acumulado desde o início do ano. A alta do dólar, tarifas e ações do governo norte-americano, como a tarifação de produtos brasileiros, são apontadas como fatores que influenciaram esse aumento.

Impacto das tarifas e medidas comerciais

Segundo especialistas, as tarifas impostas pelos EUA, especialmente na administração do ex-presidente Donald Trump, continuam afetando as exportações brasileiras. “O ambiente de tarifações elevadas e a incerteza comercial têm dificultado a competitividade dos produtos brasileiros no mercado norte-americano”, avalia Ricardo Mendes, analista de comércio exterior.

O Brasil, por sua vez, tenta diversificar suas vendas, buscando mercados na Ásia e na Europa, embora os EUA permaneçam como um dos principais parceiros comerciais. O crescimento das importações americanas também contribui para o aumento do déficit na balança bilateral.

Perspectivas e desafios futuros

Especialistas indicam que a tendência de aumento do déficit pode persistir caso as tarifas e barreiras comerciais americanas permaneçam elevadas. O governo brasileiro acompanha de perto a situação e avalia estratégias para aumentar as exportações e reduzir o impacto do desequilíbrio na balança comercial.

Segundo fontes do setor, o cenário exige maior atuação diplomática e esforços para ampliar a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional, buscando mitigar os efeitos das tarifas e fortalecer parcerias estratégicas em outros países.

Para acompanhar os detalhes completos, acesse a reportagem no G1.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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