Krugman critica tarifas de Trump ao Brasil e afirma que medidas são ilegais

O economista americano e laureado com o Nobel de Economia, Paul Krugman, voltou a criticar as tarifas impostas pelo presidente Donald Trump aos países do mundo, incluindo o Brasil. Para ele, as ações de Trump são ilegais e não representam uma vitória na guerra comercial travada pelo atual governo dos Estados Unidos.

Tarifas norte-americanas e ilegalidade

Krugman destacou que a sobretaxa de 50% aplicada ao Brasil é uma evidente tentativa de influenciar a política interna do país, usando sua política comercial como ferramenta de pressão, o que, segundo ele, viola as leis americanas. Em publicação na rede Substack, o economista afirmou que “nem o advogado mais inescrupuloso conseguiria encontrar respaldo na lei dos EUA para impor tarifas por motivos não econômicos”.

Reação internacional e estratégias do Brasil

Embora alguns parceiros comerciais, como a União Europeia, tenham tentado parecer condescendentes às ações de Trump, Krugman alertou que essas medidas são ilusórias e representam uma estratégia de fachada. “Trump acha que pode governar o mundo, mas ele não tem o ‘suco de laranja’ ou qualquer outro recurso que sustente esse delírio”, comentou, referindo-se à isenção do principal produto de exportação brasileiro para os EUA, o suco de laranja, que é responsável por 90% das importações americanas do item.

O economista destacou ainda que a imposição de tarifas está ligada a uma tentativa de pressionar o Brasil a abandonar a autonomia na investigação do ex-presidente Jair Bolsonaro e a reverter sua postura em questões políticas internas. “Trump vinculou as tarifas à ousadia do Brasil em julgar Bolsonaro por tentativas de reverter sua derrota eleitoral”, acrescentou.

Consequências econômicas e políticas

Krugman analisa que as tarifas impostas representam uma ameaça à democracia e uma violação clara das normativas comerciais internacionais. Ele afirma que a estratégia de Trump é uma tentativa de usar ameaças tarifárias como forma de intimidar o Brasil a desistir de defender sua soberania e suas instituições legais. “Ele acha que pode dominar o mundo, mas, na verdade, suas ações reforçam a resistência do Brasil e de outros países”, disse.

Após a imposição, parlamentares democratas nos Estados Unidos tentam barrar as tarifas impostas por Trump, tentando frear essa política, que, na avaliação de Krugman, prejudica a reputação dos EUA no cenário global.

Impactos e lições

O Nobel de Economia conclui que, apesar da arrogância de Trump, as tarifas acabam saindo pela culatra, aumentando a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e reforçando uma postura de resistência do Brasil às pressões externas. “Trump pode achar que domina, mas demonstra, sem querer, os limites do seu poder”, finaliza Krugman, ressaltando que as ações do presidente americano ilustram as consequências de uma política internacional baseada na força e não no diálogo.

Para mais detalhes, acesse o fonte original.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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