19% dos moradores de favelas vivem em vias de difícil acesso, revela IBGE
Segundo o Censo de 2022 divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 19% dos moradores em favelas, cerca de 3,1 milhões de pessoas, vivem em vias onde só é possível transitar a pé, de moto ou bicicleta. Em comparação, fora das favelas, esse índice é de apenas 1,4%.
Desafios de mobilidade nas áreas de vulnerabilidade social
A pesquisa aponta que a dificuldade de acesso impacta significativamente a qualidade de vida dessas comunidades e dificulta a circulação de serviços públicos e de transporte. “A ausência de vias pavimentadas e acessíveis reforça a desigualdade social e limita oportunidades de desenvolvimento”, afirma Sérgio Almeida, urbanista e especialista em mobilidade urbana.
Impactos na vida diária e na inclusão social
Moradores relataram dificuldades na realização de tarefas básicas, como deslocamento para trabalhos, escolas e unidades de saúde, devido às condições precárias das vias. A situação também dificulta o transporte de mercadorias e serviços emergenciais, agravando ainda mais as vulnerabilidades dessas populações.
Desigualdade nas áreas urbanas brasileiras
O levantamento evidencia que, enquanto regiões mais favorecidas contam com infraestrutura adequada, as comunidades em situação de vulnerabilidade social permanecem segregadas por uma mobilidade precária. Segundo o IBGE, essa disparidade reforça o ciclo de exclusão social e limita o crescimento equitativo nas cidades.
Perspectivas e desafios futuros
Especialistas destacam a necessidade de políticas públicas focadas na urbanização dessas áreas, incluindo melhorias na infraestrutura e acessibilidade. “Investimentos em vias pavimentadas e em transporte comunitário são essenciais para promover a inclusão social e econômica”, diz Mariana Lopes, pesquisadora do Instituto de Tecnologia e Urbanismo.
Mais informações podem ser acessadas na reportagem completa no G1.
Com informações do Jornal Diário do Povo
Share this content:










Publicar comentário