Dino determina investigação sobre interferência estrangeira na eleição
O ministro do STF Flávio Dino determinou hoje que a Polícia Federal abra inquérito para investigar uma possível interferência internacional nas eleições brasileiras.
A decisão aponta indícios de que os algoritmos de plataformas digitais tenham sido usados para favorecer o candidato Flávio Bolsonaro (PL) e prejudicar o presidente Lula (PT), que acabou reeleito no domingo (25). A suspeita envolve a Meta, dona de WhastApp, Facebook e Instagram, e o X, do bilionário Elon Musk.
O ministro apontou também suspeita de financiamento estrangeiro a Flávio, o que é proibido pela legislação eleitoral brasileira.
O que Dino mandou investigar
Negociações entre a Rockbridge Network, grupo conservador dos Estados Unidos ligado ao partido Republicano, do presidente norte-americano Donald Trump, e os empresários brasileiros Tallis Gomes, fundador da G4 Educação e da Easy Taxi, e Pedro Sang. A decisão cita notícias de aporte de recursos estrangeiros envolvendo a Rockbridge para a campanha de Flávio, que teriam sido intermediados por Gomes e Sang.
A identidade dos responsáveis pela contratação de publicidade e de apostas eleitorais via perfis estrangeiros, como a plataforma Polymarket.
Possíveis vínculos entre o financiamento político e interesses econômicos em minerais críticos e terras raras do Brasil.
Manipulações algorítmicas e assimetrias dolosas por parte das plataformas de internet (Meta e X).
As medidas foram determinadas após denúncias apresentadas ao STF pelo PT e pelo Missão, partido do candidato derrotado à Presidência Renan Santos. Para Dino, os elementos apontam para “intensificação dos indícios de ingerência estrangeira no processo eleitoral”.
Da Redação
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