Bets pagaram mais de R$ 1 bilhão em patrocínio na Série A

Com o anúncio, nesta sexta-feira, da medida provisória do Governo Federal que proíbe as atividades das bets, os clubes brasileiros já tentam calcular o tamanho do prejuízo financeiro. Dos 20 representantes da Série A, 14 têm contratos de patrocínio master com empresas do setor, que podem ser rompidos quando a proibição entrar em vigor.

O mercado de apostas movimentará cerca de R$ 1,1 bilhão no futebol brasileiro em 2026, mesmo patamar da última temporada. Em 2024, 18 dos 20 times da primeira divisão tinham marcas do segmento estampadas nos uniformes, em um mercado que movimentou cerca de R$ 523 milhões naquele ano. Além disso, casas de apostas passaram a ocupar os naming rights dos principais campeonatos nacionais.

*Grêmio fechou recentemente contrato com a Pitaco (R$ 43 milhões por ano)

Por outro lado, levantamento do GLOBO mostra que nenhum contrato envolvendo bets representa mais do que 13% de algum orçamento de participante do campeonato. E os clubes da Série A têm apenas cerca de 7% das receitas oriundas de patrocínio de bets.

Para chegar aos dados a seguir, foram levados em conta as receitas brutas apresentadas pelos clubes em seus orçamentos de 2025, e os valores fixos pagos acertados pelas bets com os mesmos, sem levar em considerações bônus contratuais.
Corinthians (10,6%) e São Paulo (10,5%) são os únicos outros dois clubes que veem esta faixa de representatividade acima dos 10% de seus orçamentos brutos. Os paulistas também estão no clube quase exclusivo daqueles que ganham acima de nove dígitos: a Superbet paga R$ 113 milhões fixos por ano ao tricolor, e a Esportes da Sorte paga R$ 103 milhões ao alvinegro.

A instituição que mais “depende” da sua patrocinadora máster é o Flamengo, mas que também é o dono do maior contrato da História do futebol brasileiro — a Betano paga R$ 268,5 milhões por temporada — e do maior faturamento já registrado no país — foram R$ 2,08 bilhões de receita bruta em 2025. Assim, a fatia representa 12,85% do último orçamento.

Da Redação

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