Polícia Federal inicia segurança de candidatos à Presidência da República
A Polícia Federal começa nesta segunda-feira (20) uma operação nacional para segurança dos candidatos à Presidência durante o período eleitoral. A ação vai mobilizar até 458 funcionários entre agentes de proteção, chefes de equipe e profissionais das áreas de inteligência e logística. A estrutura poderá atender simultaneamente até 10 candidaturas.
A proteção dos candidatos será feita a partir da homologação das candidaturas nas convenções partidárias e da formalização da solicitação pelas campanhas.
Serão desembolsados R$ 95 milhões para executar a operação nacional. Os valores serão usados na mobilização dos agentes, na contratação dos serviços necessários e na aquisição de equipamentos –viaturas blindadas, coletes balísticos, sistemas antidrone e kits de vistoria antibombas.
Cada candidato terá planejamento próprio. Levará em consideração:
histórico de ameaças;
informações de inteligência;
locais dos eventos, acessos e deslocamentos;
contextos de cada região visitada.
Antes dos compromissos, as equipes farão o reconhecimento dos locais e vão articular as medidas necessárias com forças de segurança estaduais e municipais.
O efetivo e os recursos empregados também serão definidos de forma individualizada.
Apesar do planejamento próprio, a PF afirma que a operação vai garantir tratamento isonômico a todas as candidaturas. Serão aplicados os mesmos critérios e protocolos.
Flávio Bolsonaro rejeita segurança da PF
As candidaturas não serão obrigadas a aderir aos serviços oferecidos pela PF. No domingo (19.jul.2026), o senador e pré-candidato do PL para o Planalto, Flávio Bolsonaro, declarou que não usará a segurança da corporação na sua campanha: “Não confio no atual chefe da PF. Não vou correr o risco de ele próprio infiltrar pessoas na minha campanha.
Da Redação
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